Malásia pede atenção a países do Oceano Índico para novos destroços de avião

  • Por Agencia EFE
  • 02/08/2015 08h18

Bangcoc, 2 ago (EFE).- A Malásia pediu atenção neste domingo às autoridades dos países do Oceano Índico próximos à ilha de Reunião para a possível aparição de novos destroços do avião da Malaysia Airlines desaparecido no dia 8 de março de 2014.

O ministro do Transporte malaio, Liow Tiong Lai, disse que o departamento de Aviação Civil do país “já entrou em contato” com várias autoridades na região, sem especificar os países.

“É para permitir que os especialistas realizem uma análise mais profunda caso apareçam mais destroços, para que tenhamos mais pistas do avião desaparecido. Peço a todos que permitam que esta investigação crucial continue. Isso é para os parentes que estão esperando notícias com ansiedade e que sofreram tanto durante esse tempo”, disse Liow em comunicado divulgado pelo jornal “The Star”.

As declarações de Liow foram publicadas depois do achado de um objeto metálico no litoral da ilha de Reunião, quatro dias depois que em outra praia dessa ilha francesa foi encontrado um fragmento de asa que foi já levado à França para análise.

O ministro malaio confirmou que esse destroço de dois metros foi oficialmente identificado como parte da asa de um Boeing 777, o mesmo modelo que o avião da Malaysia Airlines que desapareceu com 239 pessoas a bordo.

“Foi verificado pelas autoridades francesas junto à fabricante Boeing, à agência de segurança nacional no transporte dos Estados Unidos e a equipe malaia que inclui o departamento de aviação civil, a Malaysia Airlines e o grupo de investigação sobre o (voo) MH370”, indicou Liow.

Além disso, na mesma ilha, também foi localizada na quinta-feira passada uma mala bastante deteriorada, cuja análise será feita pelo Instituto de Pesquisa Criminal da Gendarmaria Nacional francesa (IRCGN), nos arredores de Paris.

O Boeing 777 da companhia aérea malaia desapareceu 40 minutos após decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim, momento em que alguém desligou os sistemas de comunicação. EFE