Malásia recupera navio-tanque sequestrado por piratas

  • Por Agencia EFE
  • 19/06/2015 01h22

Bangcoc, 19 jun (EFE).- A Marinha da Malásia informou nesta sexta-feira que recuperou o navio-tanque MT Orkin Harmony, que tinha sido sequestrado por um grupo de piratas há uma semana, nas águas do Mar da China Meridional.

Um membro da tripulação ficou ferido por causa de um disparo dos sequestradores, enquanto os outros marinheiros se encontram em bom estado de saúde, relatou o chefe da Marinha malaia, o almirante Abdul Aziz Jaafar, em sua conta no Twitter.

As autoridades também indicaram que os oito piratas que atacaram o navio-tanque fugiram ontem pela noite em um bote salva-vidas.

A embarcação MT Orkim Harmony, de bandeira malaia, desapareceu no dia 12 de junho perto de Johor, no sul da Malásia, com 6 mil toneladas de gasolina de 95 octanos e 22 tripulantes – 16 malaios, cinco indonésios e um birmanês.

A Agência de Segurança Marítima da Malásia informou que o Orkim desapareceu enquanto navegava entre as localidades de Malaca, no litoral oeste da península malaia, e Kuantan, na costa leste.

O chefe da Marinha da Malásia assinalou na quinta-feira que o navio tinha sido avistado por um avião P3 C-Orion da Força Aérea australiana e que a embarcação tinha sido repintada e renomeada.

As autoridades malaias, com permissão de Tailândia e Camboja para entrar em suas águas territoriais, iniciaram a perseguição do navio e as negociações com o grupo de sequestradores.

Três aviões, dois helicópteros e três embarcações se encontram rastreando a região em busca dos piratas.

No dia 4 de junho, o navio Orkim Victory, da mesma companhia, foi atacado por oito homens armados que o rebocaram até outra embarcação, para a qual transferiram 770 toneladas de diesel antes de fugir com a carga.

A Organização Marítima Internacional (OMI) considera a Península de Malaca, junto ao arquipélago da Indonésia, como uma das áreas de maior risco para ataques de piratas da Ásia Oriental, e recomenda precaução às embarcações que passam pela região. EFE