Manifestação tem sentimento de unidade em torno da paz, diz brasileiro que participou de marcha em Paris

  • Por Jovem Pan
  • 11/01/2015 19h13
Marcha em Paris

Morando há um ano em Paris, o professor universitário Sandro Sayão estava entre as 1,5 milhão de pessoas que participaram da marcha contra o terrorismo neste domingo.

Em entrevista à repórter Izilda Alves, da Rádio Jovem Pan, ele afirma que toda a manifestação se ergueu sem que hovesse nenhum tipo de expressão sanguinária ou pedido de justiça e vingança. “A palavra de orgem que tem surgido é uma palavra de fraternidade”, afirma.

Em vários pontos da marcha, Sayao afirma ter visto cartazes com os dizeres “Eu não sou islamofóbico”. “Eu não posso totalizar esse movimento. Mas em nenhum momento, das vozes que eu ouvi, as pessoas confundiram o islamismo com as atitudes de um grupo radical”, afirma

*** Ouça a entrevista completa no áudio acima

Sayao mora a poucos metros de onde o policial Ahmed Merabet foi assassinado a sangue frio.

Ele diz ter passado no local poucos minutos após a ação e presenciado a chegada da polícia. “Você acaba vendo um cenário que é de filme”, afirma. “Agora eu vou à padaria e passo ao lado (…) e tem flores, gente chorando, manifestando seus sentimentos. É como se a tristeza tivesse uma espécie de concretude (…) parece que está solidificada ali”.