Manifestantes continuam protesto após outra noite de violência na Tailândia

  • Por Agencia EFE
  • 17/01/2014 03h26

Bangcoc, 17 jan (EFE).- Os manifestantes tailandeses continuam nesta sexta-feira com os protestos em Bangcoc, o quinto dia de bloqueio da capital, após outra noite de violência, apesar do reforço da vigilância por parte das forças de segurança.

O líder dos protestos, Suthep Thaugsuban, se colocou à frente da marcha que percorre o centro financeiro da capital, em um novo comparecimento público, apesar das várias ordens de prisão contra ele.

O vice-primeiro-ministro, Surapong Tovichakchaikul, disse que a polícia criou uma equipe para capturar Suthep no “momento oportuno”. O líder das manifestações é acusado de instigar os protestos que, desde novembro, provocaram pelo menos oito mortes e deixaram dezenas de feridos.

A marcha acontece cinco dias depois que os manifestantes ocuparam sete ruas de Bangcoc para forçar a renúncia do governo interino e a suspensão das eleições de 2 de fevereiro.

A manifestação foi majoritariamente pacífica e festiva durante o dia, mas vários incidentes violentos ocorreram durante a noite com o uso de armas de fogo e pequenos explosivos.

Um dos últimos ataques aconteceu na residência oficial do governador de Bangcoc, Sukhumbhand Paribatra, que foi atingida ontem à noite por uma granada que causou danos materiais.

No momento do ataque, Sukhumband não estava no local, um dos edifícios históricos da cidade.

“Isto não deveria ter acontecido. É preciso ser muito miserável para fazer algo assim contra um lugar histórico que é de todos os tailandeses”, disse o governador em declarações ao jornal “Bangcoc Post”.

O explosivo é parecido com o que foi lançado na terça-feira contra a casa do ex-primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, líder do Partido Democrata (oposição), no qual também milita Sukhumband, que é contrário às eleições e simpatiza com os manifestantes.

Outras pequenas bombas foram lançadas contra os guardas posicionados nas entradas de dois dos sete acampamentos, que também foram alvos de disparos em um terceiro ponto de concentração sem que houvesse feridos.

Os incidentes ocorreram apesar da presença do Exército de agentes da polícia em vários pontos da cidade, que estavam ausentes das ruas desde o início da última onda de protestos. EFE

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