Manifestantes desmontam maior parte dos acampamentos na capital da Tailândia

  • Por Agencia EFE
  • 02/03/2014 05h23

Bangcoc, 2 mar (EFE).- Os manifestantes antigovernamentais começaram a desmontar neste domingo os principais acampamentos em Bangcoc, a capital da Tailândia, para concentrar suas forças no Parque de Lumpini, após o anúncio do líder Suthep Thaugsuban na última sexta-feira.

Centenas de barracas ocupam o Parque de Lumpini, que se transformou em uma espécie de cidade dentro da cidade onde a polícia tem sua entrada vetada e cuja segurança está a cargo dos guardas dos protestos.

Apesar de uma facção dos protestos, a liderada pelo monge Buddha Issara, ter decidido permanecer no complexo governamental de Chaeng Wattana, a mudança da maior parte dos manifestantes permitirá a reabertura do trânsito em várias avenidas que estavam ocupadas desde janeiro.

Suthep Thaugsuban, ex-vice-primeiro ministro no governo do Partido Democrata (2008-2011), afirmou que sua intenção é evitar mais prejuízos para os pequenos estabelecimentos comerciais, mas anunciou que continuará na luta até conseguir a renúncia do governo de Yingluck Shinawatra.

Nos últimos dias ocorreram contatos entre as autoridades e os manifestantes, mas sem resultados.

Pelo menos 24 pessoas morreram e mais de 750 ficaram feridas nos protestos, que começaram em outubro passado e se intensificaram com a ocupação de ministérios no dia 25 de novembro de 2013.

A Tailândia vive uma profunda crise política desde o golpe militar que derrubou em 2006 o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que vive no exílio para evitar a prisão após ter sido condenado por corrupção.

Sua irmã, Yingluck Shinawatra, que se tornou chefe de governo após vencer as eleições de 2011, reafirmou que a melhor saída para a crise é a realização de eleições, que foram boicotadas pela oposição e pelos manifestantes no último dia 2 de fevereiro.

Os manifestantes querem que um conselho não eleito substitua o Executivo e reforme o sistema, que consideram corrupto, antes de uma votação. EFE

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