Massacre na boate Pulse completa um ano e centenas homenageiam os 49 mortos

  • Por EFE
  • 12/06/2017 09h23 - Atualizado em 29/06/2017 00h05
GRA059 ORLANDO, 12/06/2017.- Estados Unidos recuerda este lunes a las 49 víctimas de la peor matanza por arma de fuego en la historia reciente del país, ocurrida hace un año durante una fiesta latina en el club gay Pulse de Orlando, en el centro de Florida. Con una vigilia, un concierto y una variada programación, la comunidad, los supervivientes y los familiares de las víctimas rinden tributo a sus seres queridos, masacrados la madrugada del domingo 12 de junio de 2016 a manos de Omar Mateen, un estadounidense de origen afgano, que sembró el terror entre los asistentes a Pulse tras irrumpir armado con un fusil de asalto y una pistola automática y comenzar a disparar indiscriminadamente contra los asistentes a una fiesta latina. En la imagen, asistentes al homenaje ante el mural junto al local que representa a los 49 fallecidos. EFE/Gerardo MoraBoate Pulse - EFE

Centenas de pessoas, muitas delas familiares e amigos das 49 vítimas do massacre da boate Pulse, estiveram em plena madrugada nesta segunda-feira na discoteca, em Orlando, na Flórida, para lembrar dos mortos, justamente quando completa um ano do pior massacre com arma de fogo dos Estados Unidos.

Em uma cerimônia privada, parentes das vítimas participaram de uma homenagem na sua memória que terminou às 2h20 (horário local, 3h20 de Brasília), momento em que, há um ano, já tinha iniciado o massacre.

O momento de maior emoção aconteceu quando leram os nomes das 49 vítimas mortais do conhecido clube gay e foi lida a canção “Over the rainbow”, símbolo da comunidade LGBTQ.

Na parte externa da boate, muitas pessoas se aproximaram para lembrar de amigos mortos e deixaram flores e velas, mas, sobretudo, se apoiaram.

O venezuelano Jhamil Zaid Hinds Díaz disse à Agência Efe que perdeu nove amigos aquela noite, mas que precisou se fortalecer para apoiar as mães das vítimas.

“Esta noite, e muitas noites das que vim, muitas manhãs e madrugadas, e nos momentos que precisava eu estava aqui, não petão pelo que eu perdi, mas pelas pessoas que estão aqui, que muitas delas ainda não superaram e que necessitam de nós, que elas sintam que estamos aqui, dando força e não estão sozinhas”, disse.

Muitos dos presentes na homenagem foram incapazes de controlar as lágrimas, em uma noite em que se tornou especial, por conta de um mural próximo ao local do massacre, que representa os 49 mortos.

Uma das pessoas que colaborou nesse mural foi o porto-riquenho José Luis Morales, que deixou a marca de sua mão sobre a imagem de um grande amigo seu, Edward Sotomayor, falecido na Pulse.

“Isto é um pesadelo de 365 dias e ainda acredito que vou acordar”, disse Morales, à Efe, “é uma perda irreparável e nem todo o ouro do mundo pode atenuar a dor que sinto neste momento”.

Após cerca de 45 minutos, os participantes deixaram o local, onde retornarão durante o dia para mais dois atos mais em homenagem às vítimas do massacre, onde também ficaram feridas mais de 50 pessoas.

À tarde, e como parte dos atos no “Dia de Orlando Unida, Dia de Amor e Bondade”, políticos e líderes comunitários presidirão a cerimônia “Orlando é amor: Recordando nossos anjos”, no anfiteatro do Eola Lake Park, onde terá a apresentação da cantora porto-riquenha Olga Tañón.

Na noite do dia 12 de junho de 2016, o americano Omar Mateen, que disse agir em nome do grupo terrorista Estado Islâmico, entrou armado com um fuzil e uma pistola automática na boate, onde era realizada uma festa latina, e realizou o ataque com maior número de mortos nos EUA desde os atentados de 11 de setembro de 2001.