MEC assegura renovação no FIES, mas não garante financiamento a novos aderidos

  • Por Jovem Pan
  • 13/03/2015 11h06
Fila na FMU de alunos que tentam renovar ou aprovar o FIES pode demorar mais de cinco horas apenas para obter senha

Estudantes de várias partes do Brasil têm encontrado muita dificuldade em renovar e aderir ao financiamento estudantil ao ensino superior oferecido pelo Fies. Lentidão no site de inscrição é um dos problemas.

Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, disse que “nada está acontecendo” e garantiu: “Todos aqueles que estão dentro do FIES, todos terão os seus contratos aditados”. Costa afirma que o ministério está trabalhando “celeremente” “para que o sistema continue avançando para atender a todos”.

O secretário-executivo pede calma aos estudantes. “É uma ansiedade natural”, reconhece. Ele lembra que o prazo para inscrição no programa é até 30 de abril. “Em qualquer momento que eles façam a solicitação, terão coberta a semestralidade”, disse. O problema é que em muitas instituições de ensino as aulas já começaram e novos alunos sem garantia de financiamento cogitam até desistir do curso, como constatou reportagem Jovem Pan no início da semana.

“Quem não está (inscrito no Fies ainda) estará pleiteando uma vaga”, explicou. “Nós teremos um número de vagas substantivas”, assegurou o representante do MEC.

Sobre as falhas no sistema, Costa justificou que o acesso ao site tem sido muito grande, com média de quase 20 mil pessoas online e picos de 57 mil acessos simultâneos. “Tem uma pressão no sistema, que nós estamos otimizando”, afirmou.

Novas regras

Foi anunciado nesta semana também pelo Ministério da Educação um novo sistema de distribuição do Fies que levará em conta a qualidade das instituições de ensino para fornecer a vaga, que deverá valer já para o meio do ano.

Terão prioridade cursos com nota 5 no Sistema de Avaliação do Ensino Superior, seguidos dos de nota 4 e, se sobrarem vagas, os de classificação 3. Especialistas ouvidos pela Jovem Pan elogiaram a medida, pois exigiria uma contrapartida de qualidade das universidades que contam com o dinheiro do Fies.

Costa explicou que o método garantirá a “qualidade dos custos observando a demanda e a oferta”. “Existe um compromisso do governo em manter o programa”, afirmou.

“Estamos deslocando cada vez mais os cursos com conceitos superiores (…) para que a qualidade seja o grande norteador”, argumentou. “O compromisso com a educação tem que ser prioritariamente o compromisso com a qualidade”, disse.

“O governo brasileiro está ampliando o sonho dos universitários”, garantiu, por fim, o secretário-executivo do Ministério da Educação do governo federal.