Membros de equipe que luta contra a pólio no Paquistão são assassinados

  • Por Agencia EFE
  • 26/11/2014 09h49

Islamabad, 26 nov (EFE).- Quatro membros de uma equipe que luta contra a poliomielite foram assassinados nesta quarta-feira quando participavam de uma campanha de vacinação, em um ataque no qual ficaram feridos dois cidadãos da cidade de Quetta, no oeste do Paquistão, informou à Agência Efe uma fonte policial.

Dois homens a bordo de uma motocicleta abriram fogo contra os funcionários da saúde às 9h30 local (1h30, em Brasília) na área de Eastern Bypass e fugiram após o ataque, disse o porta-voz policial Akram Yaar.

Os dois civis que ficaram feridos foram levados a um hospital.

O governo local lançou no começo do mês uma campanha contra a pólio em 11 distritos na província de Baluchistão, da qual Quetta é a capital, entre fortes medidas de segurança com a intenção de vacinar 238 mil crianças menores de cinco anos.

O Paquistão se transformou no país mais afetado pela pólio com 253 casos neste ano, o que triplica os 93 de 2013 e supera o recorde de 199 em 2000.

Os ataques armados contra vacinadores e seus seguranças por grupos fundamentalistas são comuns em todo o país e são o principal obstáculo para a luta contra a doença no país asiático.

Embora os talibãs não costumem reivindicar estas ações, grupos afins a eles e com base na zona tribal fronteiriça com o Afeganistão começaram em 2012 a cometer ataques armados contra os trabalhadores sanitários.

Entre outros argumentos, os fundamentalistas alegam que a campanha contra a pólio faz parte de um complô ocidental para esterilizar os muçulmanos e que os vacinadores trabalham como espiões para a CIA.

A OMS confirmou casos recentes de pólio com cepas procedentes do Paquistão em países como a Síria, Israel, Palestina e Egito. EFE