Mergulhadores trabalham contra o relógio em resgate devido ao mau tempo

  • Por Agencia EFE
  • 24/04/2014 04h17

Seul, 24 abr (EFE).- Centenas de mergulhadores trabalham contra o relógio nesta quinta-feira na busca de corpos dentro da balsa Sewol, na Coreia do Sul, que afundou há oito dias e contabiliza 302 mortos e desaparecidos, antes que as condições do mar piorem e dificultem os trabalhos de resgate.

No último dia de bom tempo e maré baixa – são esperadas chuvas e uma elevação das ondulações a partir de amanhã – os serviços de resgate continuam as buscas pelas 139 pessoas que acreditam ainda estarem presas no navio, depois que recuperaram mais alguns corpos.

Depois de mais de uma semana trabalhando no difícil acesso ao navio sob as águas frias e turvas do litoral sudoeste da Coreia do Sul, os mergulhadores começaram a mostrar sinais de esgotamento e alguns apresentam inclusive a conhecida síndrome da descompressão, informou a agência local “Yonhap”.

Por enquanto, 163 pessoas foram confirmadas mortas, enquanto 174 foram resgatadas, todas no dia do naufrágio (16/4).

As esperanças de encontrar algum sobrevivente já se esgotaram, o que situa o número virtual de mortos em 302, à espera que todos os corpos sejam recuperados.

A grande maioria dos mortos e desaparecidos são estudantes de 16 e 17 anos de um mesmo instituto de ensino médio de Ansan, na periferia de Seul e a cerca de 500 quilômetros ao norte do local do naufrágio.

Em Ansan, onde se multiplicaram os funerais, as pessoas vivem um luto constante e centenas se aproximam de um grande altar provisório em memória das vítimas, que será substituído por um permanente na semana que vem, a cada hora para prestar suas homenagens.

Nesse clima pesado, o instituto onde as vítimas estudavam retomou suas aulas, mas deverá levar um longo tempo para retornar à normalidade.

A Coreia do Sul, que desde o naufrágio vive entre a tristeza e a comoção, recebeu ontem as condolências da Coreia do Norte, país irmão de sangue, mas inimigo político, que chegaram mais tarde do que as de outros governos. EFE

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