Merkel diz que todas as propostas para unir UE são bem-vindas
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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu, nesta terça-feira (28), que a União Europeia debata todas as propostas que aproximem ainda mais os países-membros do bloco após a inesperada decisão do Reino Unido de votar por sua saída de Bruxelas, em plebiscito realizado na semana passada, “há, obviamente, muitas propostas que, às vezes, são contraditórias. Elas vão de exigências para seguir em frente.. com a integração europeia a sugestões para a devolução de competências aos países integrantes”, disse Merkel ao Parlamento alemão.
Segundo a estadista, qualquer proposta que pode ajudar a tirar o grupo da crise atual é “bem-vinda, pois qualquer proposta que fortaleça as forças centrífugas que estão desmembrando a União teria consequências imprevisíveis para todos nós. Dividiria ainda mais a Europa”.
O chamado “Brexit” gerou dois debates paralelos sobre como lidar com a saída da Grã-Bretanha do bloco econômico.
Vários líderes europeus, incluindo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, pediram que a integração continental seja acelerada.
Mas algumas autoridades alemãs, incluindo o ministro de Finanças Wolfgang Schäuble, reagiram com ceticismo. Para Schäuble, qualquer iniciativa no sentimento de ampliar a integração geraria uma reação contrária dos eleitores.
Os comentários da chefe de Estado germânica vieram antes de uma reunião de cúpula do bloco, que terá início, nesta terça-feira, e prosseguira até a próxima quarta (29). O encontro tem por meta discutir a resposta inicial dos países-membros ao resultado do referendo britânico.
Sobre as negociações para a saída de Londres, Merkel alertou que o país insular não poderá escolher os aspectos que poderá manter de sua filiação à União, “vamos garantir que as negociações não serão conduzidas de acordo com o princípio da escolha seletiva. Os que quiserem sair da família não podem esperar que todas as obrigações fiquem obsoletas, quais privilégios continuarão a existir”, ponderou.
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