Mesmo cassados, médicos continuam trabalhando em São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 22/08/2014 08h10

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo cassou 33 médicos nos últimos quatro anos, mas somente nove já deixaram de trabalhar. A possibilidade de recursos e falta de regras mais rígidas fazem com que maus profissionais continuem exercendo a profissão.

Dos 33 profissionais cassados, 14 tiveram a decisão confirmada pelo Conselho Federal, mas cinco ainda atuam graças a decisões judiciais. O professor de Direito de Saúde da USP, Fernando Aith, relatou a existência de corporativismo e defende participação de pacientes para acelerar os processos.

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O processo que baniu o ex-médico Roger Abdelmassih, acusado de 56 estupros, demorou 21 meses para ser concluído desde a primeira denúncia. Em entrevista a Anderson Costa, o presidente do Cremesp, João Ladislau Rosa, nega corporativismo e acha que o prazo para cassação foi adequado.

O presidente do Cremesp disse ainda que o número de conselheiros para apurar as 3.500 mil denúncias recebidas todos os anos é insuficiente. Atualmente, 42 profissionais se dedicam ao trabalho e, segundo o Conselho, o ideal seriam pelo menos 120 para todo o estado de São Paulo.