Mesmo sem confirmar microcefalia, medo faz grávidas com zika realizarem aborto

  • Por Jovem Pan
  • 31/01/2016 13h37
Cem gestantes que fazem o acompanhamento pré-natal nas unidades básicas de saúde de Curitiba irão fazer o exame de ultrassom obstétrico - realizado entre a 20ª e a 26ª semana de gestação - no Instituto da Mulher e Medicina Fetal (Immef). Curitiba, 10/05/2014. Foto: Valdecir Galor/SMCSgravidez

Grávidas com diagnóstico de zika vírus estão realizando a abortos clandestinos antes mesmo da confirmação se o feto possui ou não a microcefalia.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os procedimentos em clínicas particulares variam entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. Médicos relataram ao jornal casos de grávidas que tomaram tal decisão.

O perfil delas se identifica em alguns aspectos como: são casadas, têm educação de nível superior, boas condições financeiras e um certo temor da criança poder desenvolver a má-formação.

Em entrevista a rádio Jovem Pan, o conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, Dario Schezzi, afirmou que um acompanhamento psicológico com as mulheres grávidas, e que foram infectadas pelo vírus, é de suma importância.

“A gestação envolve muitas expectativas da mãe. Quando a gente descobre questão relacionada ao feto, gera frustração para a mãe, para a família. A recomendação é a de procurar um psicólogo para trabalhar isso”, pontuou.

A mãe, segundo Schezzi, acaba sendo pautada pelo medo e, por isso acaba indo atrás de clínicas para realizar o aborto, mesmo sem a confirmação da microcefalia no feto.