Meta fiscal de 0,5% para 2016 foi “acordo possível”, diz Nelson Barbosa

  • Por Agência Brasil
  • 17/12/2015 16h34
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, durante entrevista coletiva após reunião da coordenação política com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/Agência Brasil)Nelson Barbosa fala após reunião da coordenação política

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse nesta quinta-feira (17) que a aprovação da meta fiscal, de 0,5% de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) sem possibilidade de abatimento, foi o “acordo possível” e discutido por toda a equipe econômica do governo. Barbosa deu a declaração em resposta a questionamentos sobre uma possível saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já que ele defendia meta fiscal de 0,7%.

“Todas as propostas de governo são discutidas com a equipe econômica. Foi uma proposta de governo e negociada no Congresso Nacional. Foi o acordo possível de ser feito e foi um bom acordo”, afirmou.

Questionado se estaria cotado para chefiar a pasta da Fazenda caso se confirmasse a saída de Levy, Barbosa evitou responder. “Eu não comento sobre assuntos particulares de ministros, ou os meus.”

Nelson Barbosa participou nesta quinta-feira da abertura de seminário sobre regras fiscais no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No evento, ele falou sobre o esforço de redução de gastos do governo e de medidas para retomada do investimento, como os leilões na área de infraestrutura e o lançamento de uma consulta pública para construir o novo marco regulatório das telecomunicações.

Barbosa informou ainda que, no próximo ano, o governo encaminhará ao Congresso uma proposta de reforma previdenciária. Segundo ele, o Brasil precisa evoluir do ajuste fiscal para uma reforma fiscal.

O ministro defendeu um sistema em que, além de uma meta fiscal, o país adote regras para controle de gastos. “Devemos combinar regras de resultado primário com regras de despesa”, afirmou.