Milhares de pessoas deixam Katmandu após o terremoto

  • Por Agencia EFE
  • 28/04/2015 02h52

Katmandu, 28 abr (EFE).- Milhares de pessoas deixaram ou buscam formas de sair de Katmandu nesta terça-feira, após o terremoto que abalou o Nepal no sábado, provocando mais de 4 mil mortes e devastando a capital do país.

Ônibus com passageiros viajando no teto ou pendurados nas portas saem das estações de Katmandu, enquanto várias pessoas aguardam ansiosamente por uma vaga em qualquer veículo que as leve para fora da cidade.

“Vivo há dez anos em Katmandu, mas não queremos estar aqui. Quero ir para Parbat (nordeste do Nepal), pois ali está a família que me resta”, disse à Agência Efe Dines Sharma, ao lado de muitas outras pessoas que procuram por uma saída similar.

O terremoto destruiu a estação de ônibus de New Park, mas o local segue servindo como referência para aqueles que querem abandonar a cidade, todos cansados e nervosos pelos mais de 40 tremores subsequentes ao de sábado.

“Estamos buscando ônibus desde muito cedo para Pokara. Só queremos ir a um lugar melhor, mas não há passagens. Só táxis e com preços muito altos”, afirmou Karthik AJ.

Outros muitos optam por sair caminhando ou por qualquer meio rústico que encontram no trajeto.

Por outro lado, para o dono de um hotel próximo a estação destruída de New Park se transformou em uma porta de volta à vida.

Um grupo de resgate o encontrou nesta manhã após ele permanecer soterrado sob os escombros desde o sábado.

O governo do Nepal informou ontem que mantém mobilizada toda a estrutura de resgate e recuperação, trabalhando para reabrir estradas no vale central do país, enquanto restabelece parte do sistema elétrico, também afetado no terremoto.

Além disso, as autoridades indicaram que conseguiram abrir o caminho em direção a Pokara, a segunda cidade em importância no Nepal, tirando com máquinas os escombros e as terras que deslizaram das ladeiras próximas das rodovias.

Segundo o último balanço divulgado pelo governo, o terremoto deixou mais de 4.000 mortos e 7.000 feridos, além de um número ainda indeterminado de desaparecidos.

Foi o tremor de maior magnitude registrado no Nepal em quase 80 anos, e o pior que a região viveu desde 2005, quando uma tragédia de grandes dimensões na Caxemira, na vizinha Índia, deixasse mais de 84 mil mortos. EFE