Ministros acordam promover cooperação sobre mudança climática na A.Latina

  • Por Agencia EFE
  • 15/03/2014 06h43

Los Cabos (México), 14 mar (EFE).- Os participantes do 19º Fórum de ministros do Meio Ambiente da América Latina e do Caribe, realizado em Los Cabos no noroeste do México, acordaram nesta sexta-feira em promover um programa de cooperação regional sobre as mudanças climáticas em áreas de interesse comum.

Depois de uma reunião de três dias, os delegados publicaram nesta sexta-feira uma declaração final afirmando que o plano será desenvolvido e coordenado conjuntamente pelo México como presidente do fórum, e Peru como sede da Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática (COP20), que será realizada em Lima em dezembro.

Além disso, terá o apoio dos países participantes desse fórum e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com o objetivo claro de “tomar ações diante das consequências derivadas do aumento da frequência de eventos climáticos extremos”.

“Os impactos negativos da mudança climática na América Latina e no Caribe afetam o bem-estar e a qualidade de vida de seus habitantes assim como suas perspectivas de desenvolvimento”, diz o documento final.

Os países da América Latina e do Caribe são responsáveis por 12,5% das emissões mundiais totais de gases do efeito estufa e esta pode ser uma das regiões mais castigadas pelos efeitos das mudanças climáticas.

Durante três dias, 266 pessoas entre ministros, vice-ministros e representantes técnicos dos governos de 27 países, assim como delegados de 15 agências internacionais especializadas em temas do meio ambiente, discutiram a respeito dos principais desafios enfrentados pela região nesse campo.

Os presentes ao fórum debateram em quatro mesas sobre o desenvolvimento sustentável global, as mudanças climáticas, a biodiversidade e as substâncias e resíduos químicos.

Na declaração final, os Estados enfatizaram a “urgência de se promover ações ambiciosas e imediatas devido à alta vulnerabilidade da região aos fenômenos climáticos, especialmente os pequenos Estados insulares do Caribe”.

Além disso, insistiram na necessidade de um “desenvolvimento equitativo, inclusivo e sustentável” da região, para o qual são necessárias “visões inovadoras, ações coordenadas e iniciativas sólidas de cooperação”.

Também falaram sobre a necessidade de uma minuta de acordo global sobre mudança climática na COP20 de Lima que represente “um marco na renovação do esforço para um acordo global substancial em 2015”.

Além disso, insistiram na importância de ratificar o mais rápido possível a emenda do Protocolo de Kioto e de adotar o Convênio de Minamata sobre o controle do mercúrio.

Os ministros também expressaram sua preocupação pela contínua e significativa perda da biodiversidade, que está tendo impactos negativos para o bem-estar humano, a equidade e o patrimônio da região.

Por isso, se comprometeram a desenvolver políticas públicas para tratar das causas subjacentes à perda da biodiversidade e à degradação dos ecossistemas, em particular as florestas, e fomentar sua conservação, restauração, uso sustentável e a distribuição justa e equitativa de seus benefícios. EFE