Módulo Philae não responde sinais da sonda Rosetta

  • Por Agencia EFE
  • 20/03/2015 18h13
  • BlueSky

Berlim, 20 mar (EFE).- O módulo Philae, que fez história ao aterrissar há quatro meses sobre um cometa, não respondeu aos sinais que a sonda Rosetta enviou durante oito dias, na primeira tentativa realizada para se comunicar com o aparelho, e agora uma nova investida será feita em abril, informou nesta sexta-feira o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), responsável pelo módulo.

“Talvez ainda esteja muito frio para que Philae acorde sobre o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko. Talvez ainda não tenha recursos energéticos suficientes para enviar um sinal”, explicou diretor de projetos do DLR, Stephan Ulamec.

Após abandonar a sonda Rosetta da Agência Espacial Europeia (ESA), Philae pousou sobre o cometa em 12 de novembro após três aterrissagens e dois rebotes, o que fez com que não caísse no ponto programado e ficasse em uma zona escura e rochosa. Sem a luz necessária para carregar as baterias e trabalhar de forma autônoma, entrou em hibernação 57 horas depois da aterrissagem, e em 12 de março a Rosetta começou a enviar sinais para comprovar se tinha acordado.

“Foi uma tentativa muito precoce. Repetiremos o processo até que recebamos uma resposta de Philae”, informou o diretor, que defendeu que se tenha paciência.

Às 4h GMT (1h em Brasília) a unidade de comunicações da Rosetta foi desligada e o Centro Aeroespacial Alemão avalia quando acontecerá o próximo alinhamento entre a sonda e o módulo para voltar a enviar sinais. Após aterrissar no cometa em novembro do ano passado, o módulo operou de forma contínua durante 54 horas e seus dez instrumentos entraram em funcionamento, enviando dados outra vez à Terra antes de começar a hibernar.

Para que volte a ligar, o interior do módulo deve bater menos 45 graus Celsius e ser capaz de gerar pelo menos 5,5 watts a partir de seus painéis solares, embora para enviar sinais à Terra necessite chegar aos 19 watts. Os engenheiros do DLR descartaram que um aquecimento possa ter acontecido entre janeiro e fevereiro, mas concordaram que em março havia uma possibilidade já que o cometa estava cerca de 300 milhões de quilômetros do Sol e recebia o dobro de radiação solar se comparado a novembro.

Em abril, o centro voltará a tentar se comunicar com Philae, que, para responder aos sinais, deve manter a temperatura e a capacidade de geração de energia mínima por pelo menos 45 minutos, já que seus receptores começam a operação 30 minutos depois do despertar. Segundo os engenheiros do DLR, pode ser que o módulo já tenha acordado, mas que não tenha a energia suficiente para transmitir sua resposta.

A Agência Espacial Europeia espera saber detalhes sobre a “saúde” de Philae – como estão baterias recarregáveis, qual a temperatura e quanta energia está recebendo – para que comece a usar de novo seus instrumentos. EFE

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.