Monarquia custou mais de R$ R$130 milhões aos britânicos em 2013

  • Por Agencia EFE
  • 25/06/2014 21h54

Londres, 26 jun (EFE).- A monarquia britânica custou 35,7 milhões de libras (aproximadamente, R$133,89 milhões) ao contribuinte no ano fiscal 2013-2014, que acabou em abril, segundo as contas apresentadas nesta quarta-feira pelo Palácio de Buckingham.

Estes documentos indicam que o custo de manter a família real aumentou em 1,9 milhões de libras em termos reais (cerca de R$7,13 milhões) (5,7%). A despesa com as residências – a maior verba – aumentou em 4,2 milhões de libras (cerca de R$15,75 milhões) até os 13,3 milhões de libras (cerca de R$49,88 milhões), 45% mais.

Segundo fontes de palácio, William e Kate pagaram do próprio dinheiro a mobília e uma nova cozinha e fazem “grandes esforços” para reduzir o custo para o contribuinte. A fonte assegurou que o imóvel do casal “não é extravagante” e tem “a um nível muito confortável, mas corrente”.

Outros custos foram para eliminar o amianto do porão do Palácio de Buckingham, residência oficial em Londres da rainha Elizabeth II, e a renovação do telhado da biblioteca do Castelo de Windsor.

As contas indicam que a Casa Real britânica realizou no último ano fiscal quase três mil viagens, com um custo de 4,2 milhões de libras (cerca de R$15,75 milhões). O príncipe Charles, herdeiro do trono, gastou em deslocamentos um milhão de libras, incluindo 434 mil libras (cerca de R$956,33 mil) em uma viagem à Índia com sua esposa, a duquesa da Cornualha; e 255 mil (cerca de R$956,33 mil) para acompanhar o funeral do líder sul-africano Nelson Mandela.

O orçamento do Estado para a monarquia se cifrou em 2013-2014 em 36,1 milhões de libras (cerca de R$135,39 milhões), e 400 mil libras (cerca de R$1501,48 mil) serão guardadas na reserva. O responsável pelas finanças reais, Alan Reid, afirmou que, tirando as despesas de manutenção das residências (mais de um terço do total), o financiamento da monarquia caiu em 8% em termos reais nos últimos dois anos.

Reid ressaltou que se tenta realizar “uma operação o mais eficiente possível” e que, na sua opinião, um bom trabalho foi feito para otimizar a rentabilidade. EFE