Morre Samuel Pisar, famoso sobrevivente do Holocausto

  • Por Agência EFE
  • 28/07/2015 17h05
Ex-campo de concentração nazista de Auschwitz, em Oswiecim, na Polônia. 16/04/2015 REUTERS/Lukasz Krajewski/Agencja GazetaEx-campo de concentração nazista de Auschwitz

O advogado e escritor americano Samuel Pisar, um dos mais jovens e célebres sobreviventes dos campos de extermínio nazistas, morreu na segunda-feira em Nova York aos 86 anos de idade, informou nesta terça-feira o Conselho Representativo de Instituições Judaicas da França (CRIF).

“Sobreviveu ao horror absoluto e conseguiu sair do nada e se tornar um homem admirado por todos”, afirmou em comunicado o presidente da organização, Roger Cukierman.

Pisar nasceu em 18 de março de 1929 em Bialystok, na Polônia, e foi deportado aos 13 anos ao campo de Majdanek, e posteriormente aos de Auschwitz e Dachau, de onde foi liberado três anos depois.

Professor universitário emérito de centros como Harvard e Sorbona, advogado internacional e conselheiro do presidente americano John F. Kennedy, relatou sua experiência nesses campos no livro “O sangue da esperança”.

“Incansável defensor dos direitos humanos e da paz entre os povos, Samuel Pisar era dotado de otimismo e força moral inquebrantáveis. Sua vida se confunde com nossa História”, afirmou nesta terça-feira o presidente da França, François Hollande, em comunicado.

Cidadão americano, Pisar foi muito prestigiado na França, onde foi embaixador da Unesco para o ensino sobre o Holocausto e os genocídios.

Pisar se deu “a imperiosa obrigação de transmitir o que viveu e dedicou sua trajetória fora do comum à memória daqueles e daquelas que viveram o horror dos campos nazistas”, concluiu Hollande, que elogiou em sua nota um homem “de destino excepcional”.