Motoristas e cobradores querem reunião com Haddad nesta quinta-feira

  • Por Jovem Pan
  • 22/05/2014 08h35

Motoristas e cobradores voltaram ao trabalho e pediram uma reunião com o prefeito Fernando Haddad para retomar negociação salarial. Uma comissão pretende se reunir às 10h com Haddad com a intenção de que o prefeito seja intermediador entre condutores e empresas de transporte.

Nesta quarta-feira, a greve causou o segundo dia de caos para o paulistano que enfrentou congestionamento, Metrô e trens lotados e falta de informação. Grevistas bloquearam 15 dos 29 terminais, abandonaram 2 mil ônibus, jogaram as chaves fora e furaram pneus, prejudicando 2 milhões e meio de usuários.

Motoristas e cobradores querem reajuste salarial de 13,5% e vale-refeição diário de R$ 22, entre outras propostas. A Rádio Jovem Pan abriu seus microfones para que os cidadãos de São Paulo pudessem opinar sobre a paralisação.

*Ouça os detalhes no áudio

A decisão de retornar ao trabalho ocorreu após reunião entre o Sindicato dos Motoristas e Cobradores e Luiz Antonio Medeiros. Na noite de ontem, o superintendente regional do Ministério do Trabalho em São Paulo anunciou a suspensão da greve e falou sobre a reunião.

Após polêmica entre qual seria a responsabilidade da Polícia Militar e da CET na retirada de ônibus das ruas, governo e prefeitura firmaram acordo. O prefeito Fernando Haddad explicou que um membro da SPTrans ficará no Copom para pedir diretamente à PM reforço aos agentes de trânsito.

Em Ribeirão Preto, interior do Estado, o governador falou aos jornalistas que a população não pode ser prejudicada. Geraldo Alckmin garantiu que a polícia vai dar todo o apoio à prefeitura de São Paulo.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar se houve crime e o Ministério Público investiga a responsabilidade de sindicalistas, motoristas e cobradores. O presidente da Comissão de Trânsito da OAB, Maurício Januzzi, disse que o sindicato tem que responder, apesar do racha entre os integrantes:

O presidente da Associação Nacional dos Transportes Públicos ressaltou que São Paulo ficou refém dos grevistas. Ailton Brasiliense destacou que os ônibus são indispensáveis para a maior cidade do país.

O TRT concedeu liminar para o SP Urbanuss que obriga a circulação de 75% da frota em cada uma das linhas na capital. O sindicato também entrou com ação para considerar a greve ilegal, o que pode abrir a possibilidade de demissão dos grevistas por justa causa.