Movimento Passe Livre passará pela Prefeitura e Palácio do Governo

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2016 13h12
São Paulo - A manifestação contra o aumento das tarifas do transporte público coletivo de São Paulo foi dispersada pela Polícia Militar (PM) mesmo antes de começar a se deslocar em passeata (Rovena Rosa/Agência Brasil)Protesto

O Movimento Passe Livre divulgou nesta tarde os trajetos previstos para os protestos programados para esta terça-feira (19). O grupo deve se encontrar no cruzamento da Avenida Faria Lima com a Avenida Rebouças, na zona oeste, e seguir duas direções. Veja:

  • PALÁCIO DOS BANDEIRANTES: Av. Faria Lima, Av. Cidade Jardim, Ponte Cidade Jardim, Avenida dos Tajuras, R. Eng Oscar Americano, Av. Morumbi, Palácio dos Bandeirantes. (6 quilômetros de caminhada)
  • PREFEITURA: Av. Rebouças, Av. Paulista, Av. 9 de Julho, Viaduto Dr. Eusébio Stevaux, Rua Riachuelo, R. Dr. Falcão Filho, Prefeitura. (7 quilômetros de caminhada)

No comunicado em rede social, o grupo também dá motivos para fazer os dois roteiros:

“Um ato seguirá até a Prefeitura, para deixar claro para Haddad que não adianta se esconder atrás de dados técnicos fajutos: cidade democrática é a cidade onde todos podem circular e ter direito à ela, e isso só é possível com transporte público de verdade”, escreve o MPL.

“O outro ato seguirá até o Palácio do Governo, para Alckmin entender que não adianta colocar um contingente policial cada vez maior e mais caro, seu projeto de transporte privatizado que só explora a população não vai passar! Vamos dizer para os dois que não aceitamos mais este aumento”, continuam os manifestantes.

Impasse

Desde o ato de terça-feira passada, quando houve confronto com a Polícia Militar, que dispersou a manifestação antes de começar a passeata, há tensão entre as autoridades e os manifestantes em relação à trajetória dos protestos. A justificativa da PM é que o artigo V da Constituição garante o direito ao protesto desde que informada previamente. Se não fosse feito, a polícia determinaria a rota do protesto.

No último “grande ato”, quinta-feira passada (14), o MPL também fez dois trajetos e comunicou os caminhos poucas horas antes, também pelo Facebook. O grupo também defende as pequenas paralisações de rua pela cidade. A manifestação seguiu pacificamente até os pontos finais. Na Avenida Paulista, porém, houve confronto na entrada da estação Consolação do metrô e oito pessoas foram presas.

Já nesta segunda (18), o MPL compareceu a reunião com autoridades municipais e estaduais, mediada pelo Ministério Público, mas não havia garantido que divulgaria os trajetos. Na quinta (14), o Passe Livre faltou à primeira tentativa de marcar o encontro, o que gerou duras críticas do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes. Ele pediu que o MPL contivesse os black blocs nas manifestações.