MP-SP denuncia 14 policiais da Rota por morte de jovens em Pirituba, em 2015

  • Por Jovem Pan
  • 04/05/2017 13h41
Reprodução/FacebookRota

O Ministério Público de São Paulo denunciou, nesta terça-feira (02), 14 policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) pelos crimes de homicídio e fraude processual. Eles estão envolvidos na morte de dois homens durante um suposto tiroteio ocorrido no dia 06 de agosto de 2015, na zona norte de São Paulo, em Pirituba.

Os rapazes mortos são Hebert Lúcio Rodrigues Pessoa e Weberson dos Santos Oliveira. À época, os policiais informaram que três suspeitos em um carro reagiram durante uma perseguição, o que levou a um revide da Polícia e, após, a morte dos dois homens. Ainda segundo a polícia, um terceiro rapaz conseguiu fugir e ajudou a explicar os fatos.

Os policiais denunciados pelo promotor Hidejalma Muccio, do 5º Tribunal do Júr da Capital são: Luis Gustavo Lopes de Oliveira, Erlon Garcez Neves, Renato da Silva Pires, Moisés Araújo Conceição, Luis Fernando Pereira Slywezuk, Emerson Bernardes Heleno, Tiago Belli, Marcelo Antonio Liguori, Elias Sérgio da Câmara, Eduardo de Oliveira Rodrigues, Leandro Augusto de Souza, Marcos Gomes de Oliveira, Arthur Marques Maia e Tiago Santana Oliveira.

Segundo o promotor, os policiais “simularam uma perseguição policial ao veículo que seria ocupado pelos ofendidos, quando, na verdade, as vítimas sequer se conheciam”.

Ainda de acordo com o promotor, Hebert foi levado de Osasco a Pirituba para ser executado, já Weberson foi detido em outro local, mas desconhecido.

Muccio pediu a prisão preventiva dos réus para garantia da ordem pública e por conveniência inexorável da instrução criminal.

Em 2015, a Secretaria de Segurança Pública do Estado havia informado que a ação apreendeu uma submetralhadora 9mm, um revólver, um colete balístico e duas bananas de dinamites.

Na denúncia, o promotor Muccio declarou que chegaram a depositar no carro de Hebert um explosivo semelhante aos utilizados para roubos à caixas eletrônicos

“Anote-se, uma vez mais, que os réus, em grande número, forjaram a prática de crimes pelos ofendidos, e todos mancomunados, depois de matarem as vítimas, simularam situação que, fosse de fato verdadeira, implicaria em legítima defesa deles, e insistiram nessa ridícula versão mesmo depois de desmascarados pelas testemunhas, mas principalmente por prova material, levadas à efeito pela Corregedoria da própria instituição militar”.