MP vai acompanhar investigação sobre execuções em São Paulo

  • Por Agência Brasil
  • 14/08/2015 14h41
OSASCO, SP - 14.08.2015: VIOLÊNCIA-SP - Bar na rua Antônio Benedito Ferreira, no bairro Munhoz Junior, em Osasco, onde por volta das 20h30 uma chacina deixou dez mortos. A noite mais violenta do ano na Grande São Paulo deixou ao menos 20 pessoas mortas e sete feridos em Osasco e Barueri, em um intervalo de aproximadamente duas horas e meia, na noite desta quinta-feira (13). Na maioria dos casos as ações foram semelhantes, homens encapuzados estacionaram um carro, desembarcaram e dispararam vários tiros contra as vítimas. Em alguns locais dos crimes, testemunhas disseram que os assassinos perguntavam por antecedentes criminais, o que definia vida ou morte das pessoas. (Foto: Avener Prado/Folhapress) Avener Prado/Folhapress Chacina

Três promotores de Justiça foram designados pela Procuradoria-Geral de Justiça para acompanhar a investigação policial que apura a chacina registrada noite passada na Grande São Paulo. Segundo o Ministério Público, o caso terá participação dos promotores Marco Antonio de Souza e Helena Bonilha, de Osasco, e Vitor Petri, de Barueri, todos do Tribunal do Júri.

A investigação contará também com a colaboração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, e o Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial.

As execuções ocorreram na noite dessa quinta-feira (13) em municípios da Grande São Paulo e resultaram em 19 mortes e sete pessoas feridas. A informação foi confirmada na manhã de hoje pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes. A chacina é a maior registrada este ano no estado.

Os crimes ocorreram nos municípios de Barueri, onde 15 pessoas morreram, Osasco (três mortes) e Itapevi (uma morte), em um raio de 7 quilômetros, entre as 21h e as 23h.

O secretário não descarta a hipótese de retaliação pela morte de um policial militar e um guarda civil metropolitano. O policial foi vítima de latrocínio, roubo seguido de morte, na última sexta-feira (7), em um posto de gasolina em Osasco. Na quarta-feira (12), um guarda também foi assassinado.