MPL divulga trajetos de atos em SP e pede que manifestante trave ruas “antes, durante e depois”

  • Por Jovem Pan
  • 14/01/2016 14h58
São Paulo - A manifestação contra o aumento das tarifas do transporte público coletivo de São Paulo foi dispersada pela Polícia Militar (PM) mesmo antes de começar a se deslocar em passeata (Rovena Rosa/Agência Brasil)Protesto

O Movimento Passe Livre divulgou há pouco o trajeto que pretende seguir nos dois atos concomitantes contra o aumento das tarifas de transporte público (de R$ 3,50 para R$ 3,80), planejados para a capital paulista nesta quinta-feira (14) às 17h. O grupo pretende se reunir na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal, no centro, e no Largo da Batata, perto do Metrô Faria Lima, na zona oeste. Veja os percursos:

O trajeto (que se concentra) no Theatro Municipal vai passar pela Prefeitura e Secretaria de Segurança Pública, subir a Avenida Brigadeiro até a Paulista e terminar no MASP. (quatro quilômetros)

O trajeto do Largo da Batata vai subir pela Avenida Faria Lima, passar pela Praça Panamericana, atravessar a ponte da Cidade Universitária, pegar a Avenida Vital Brasil e terminar no Metrô Butantã. (seis quilômetros)

O informe foi publicado na página do Facebook do “Passe Livre São Paulo” e já prevê que “toda ação violenta parte sempre da polícia”. “Nós iremos realizar os atos e terminaremos os dois. Essa é nossa intenção clara e explícita”, afirmou o grupo. A mudança em cima hora do trajeto do último ato, na terça (12) na Avenida Paulista, foi o motivo alegado pela polícia para dispersar a manifestação com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral antes mesmo de a passeata começar.

“Parar tudo”

Menos de uma hora antes, porém, o grupo divulgou divulgou a intenção de “espalhar a mobilização por toda a cidade”, fechando várias ruas, terminais e avenidas “para que a cidade pare até que a tarifa baixe”. O MPL convoca seu militante: “No final saia em bloco para para continuar o protesto em outro canto da cidade”.

O MPL não compareceu a reunião marcada com a Secretaria de Segurança Pública de manhã para definir os parâmetros do protesto. O secretário Alexandre de Moraes classificou a ausência como “atitude antidemocrática” e pediu que os próprios integrantes do Passe Livre “contenham os black blocs”. Já o governador Geraldo Alckmin classificou os atos de “vandalismo seletivo“.

O MPL pede ainda nos “7 passos” divulgados em sua página do Facebook para que o manifestante combine a reunião com grupos em outros locais e “vá em marcha travando as ruas até o lugar do grande ato” e também que “dialogue com a população para aderir ao movimento”.

“Só ganharemos essa luta se espalharmos a mobilização por toda a cidade, protestando, travando via e pressionando os governantes. Se organize com seus parceiros e parceiras e trava (sic) uma via importante da cidade, vá ao ato e no final saia em bloco para para continuar o protesto em outro canto da cidade”, diz o grupo na rede social.

“As ações tem que se popularizar, ganhar aderência popular e se espalhar o máximo possível, ao longo da semana trave também os terminais e convide a população a somar junto! Se organize para lutar!”, completa.

Veja as imagens compartilhadas:

(Reprodução/Facebook/Passe Livre São Paulo)