Mudança climática pode fazer uma em cada 6 espécies desaparecer do planeta

  • Por Agencia EFE
  • 30/04/2015 20h36

Washington, 30 abr (EFE).- Uma em cada seis espécies do planeta pode desaparecer do planeta devido ao aumento das temperaturas causado pela mudança climática se medidas não forem tomadas, alertou um novo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista “Science”.

Se as emissões de dióxido de carbono continuarem a atual tendência, a temperatura da Terra aumentará quatro graus acima dos registrados na época pré-industrial, o que provocaria o desaparecimento de 16% das espécies animais e vegetais da terra.

O estudo, dirigido pelo pesquisador Mark Urban, da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, analisou os dados de 131 estudos científicos sobre o risco de extinção pela mudança climática.

Urban identificou uma taxa de perda de biodiversidade vinculada ao aumento da temperatura do planeta para cada grau Celsius.

Assim, se as temperaturas aumentarem dois graus em comparação à época pré-industrial, o risco de extinção em nível mundial aumentará dos atuais 2,8% para 5,2%.

“Se o mundo não se unir para controlar as emissões de gases do efeito estufa, permitindo que a terra esquente muito, nós enfrentaremos uma possível perda de uma em cada seis espécies”, assegurou o pesquisador.

“Muitas espécies serão capazes de mudar suas categorias e de se adaptar à mudança climática, enquanto outras não, seja porque seu habitat desapareceu ou porque não conseguem chegar nele”, explicou.

Além disso, a porcentagem do aumento do risco de extinção varia de acordo com a região, com a América do Sul à cabeça (23% se a temperatura aumentar 4°), seguida por Austrália e Nova Zelândia (14%).

Isso porque estas partes do planeta têm climas muito únicos, e abrigam espécies de pequeno tamanho que teriam uma sobrevivência complicada.

A América do Norte e a Europa enfrentariam os riscos mais baixos, 5% e 6%, respectivamente.

Em relação à Ásia, Urban advertiu que só quatro dos estudos que utilizou analisavam essa parte do mundo, o que sugere a necessidade de aumentar os esforços de pesquisa sobre essa região, assim como sobre as regiões mais ameaçadas. EFE