A dois meses das eleições, Evo Morales lidera pesquisas na Bolívia

Governante há mais tempo no poder na história da Bolívia, no cargo desde 2006, presidente tentará um quarto mandato

  • Por Jovem Pan
  • 04/08/2019 17h48
EFE / Jorge Ábrego

O presidente da Bolívia, Evo Morales, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições gerais de outubro, seguido do opositor Carlos Mesa, a dois meses do pleito, conforme um levantamento divulgado neste domingo pelos jornais “Página Siete”, de La Paz, e “Los Tiempos”, de Cochabamba.

Ao todo, 35% dos entrevistados apoiam Morales, do Movimento Ao Socialismo (MAS), enquanto 27% dos eleitores apoiam o ex-presidente Mesa, da Comunidade Cidadã (CC).

Este estudo foi realizado pela empresa Mercados y Muestras para ambas as publicações, com 800 pessoas de todo o país, entre 20 e 24 de julho, com um nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,47%. De acordo com a pesquisa, 24% ainda não sabe em qual candidato vai votar entre os nove que se apresentam para as eleições de 20 de outubro.

A Aliança A Bolívia Diz Não, liderada pelo senador Óscar Ortiz, alcança 11% dos apoios; o candidato do Movimento Terceiro Sistema, o governador de La Paz, Félix Patzi, tem 2%, e os outros candidatos têm porcentagens inferiores a 1%.

A lei eleitoral boliviana diz que vence em primeiro turno quem superar os 50% dos votos ou que tiver 40% e pelo menos dez pontos de vantagem com relação aos demais. No caso de um eventual segundo turno, o estudo indica que Mesa teria 44%, enquanto Morales alcançaria 43%.

Evo Morales falou na última sexta-feira, em um grande ato na cidade de Santa Cruz, sobre o seu desejo de ganhar as eleições com o apoio de mais de 4 milhões de eleitores, superando os 3,1 milhões de votos com os quais foi reeleito em 2014.

No domingo, 20 de outubro, os bolivianos vão às urnas para escolher presidente, vice-presidente e parlamentares nacionais para o período 2020-2025.

Morales, o governante há mais tempo no poder na história da Bolívia – desde 2006 – tentará um quarto mandato, e sua candidatura é considerada ilegal pela oposição. Além disso, 2025 é o ano no qual o país comemora o bicentenário de independência.

Com Agência EFE