África do Sul descobre nova variante do vírus que causa a Covid-19
A África do Sul descobriu uma nova variante do Sars-CoV-2 que parece estar impulsionando a segunda onda da doença no país, segundo informaram as autoridades locais nesta segunda-feira, 21. Batizada de 501.V2, essa variante do novo coronavírus foi detectada pela primeira vez nos últimos meses no Cabo Oriental e, desde então, se propagou por outras províncias sul-africanas. O professor-membro do Comitê Assessor Ministerial sobre a Covid-19 da África do Sul, Ian Sanne, ressaltou que não se trata de uma nova cepa. “Uma nova cepa causaria uma preocupação muito maior sobre todo o árduo trabalho feito até agora. Basicamente, voltaríamos ao zero e estaríamos ligando com uma nova cepa de vírus circulando pelo mundo. Mas não é o caso. É uma variante e tem algumas mudanças genéticas, representa uma evolução viral”, ele frisou. O especialista explicou que a 501.V2 é mais transmissível e tem carga viral mais alta, mas que ainda não se sabe se ela é mais perigosa. “Isso ainda não foi estabelecido, mas estamos vendo taxas de casos e transmissão muito mais altas. Os casos dispararam. Isso significa que as pessoas precisam se proteger. Isso significa desinfetar as mãos, usar máscaras, evitar circulações desnecessárias entre províncias”, concluiu.
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A variante sul-africana do vírus que causa a Covid-19 é diferente da do Reino Unido. Lá, o aparecimento de uma nova cepa do coronavírus levou as autoridades britânicas a estabelecerem duras medidas de restrição devido ao alarmante aumento no número de casos da Covid-19. Além disso, diversos países proibiram voos vindos do Reino Unido para evitar que a variante se espalhe ainda mais. O mesmo já está acontecendo com a África do Sul. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, decretou no dia 14 novas restrições para tentar frear a segunda onda de Covid-19 e advertiu que, caso não sejam cumpridas, “este será o último Natal de muitos sul-africanos”. Além disso, até o momento, Alemanha, Suíça, Turquia, Israel e Arábia Saudita suspenderam as conexões aéreas com o país.
*Com informações da EFE
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