Alemanha autoriza envio de mil armas antitanque e 500 mísseis à Ucrânia

Com esse posicionamento, o país rompe com a sua política tradicional de não exportar armas letais para zonas de conflito

  • Por Jovem Pan
  • 26/02/2022 14h43 - Atualizado em 26/02/2022 15h55
Odd ANDERSEN / AFP Olaf Scholz, novo chanceler da Alemanha Olaf Scholz interrompeu a autorização da operação do gasoduto Nord Stream 2

A Alemanha se juntou neste sábado, 26, aos países que estão enviando auxílio militar para a Ucrânia, que desde quinta-feira está sendo invadida pela Rússia. Segundo o chanceler alemão Olaf Scholz, mil armas antitanque e 500 mísseis vão ser enviados para os ucranianos. Com essa decisão, a Alemanha rompe com a sua política tradicional de não exportar armas letais para zonas de conflito. Em seu twitter, Scholz disse: “A invasão russa da Ucrânia marca um ponto de virada. É nosso dever fazer o nosso melhor para apoiar a Ucrânia na defesa contra o exército invasor de Putin”. Na sexta-feira, 25, a Polônia já tinha se manifestado sobre ajuda à Ucrânia. O ministério de Defesa da Polônia, Mariusz Błaszczak, informou, por meio de uma publicação no Twitter, que o comboio com munição já estava no país vizinho.

Pela manhã de sábado, os EUA anunciaram o envio de US$ 350 milhões em assistência militar, além da ajuda humanitária que já tinha sido anunciada no dia anterior. Essas ajudas vêm após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky ter pedido ajuda para combater a Rússia e ter recusado a ajuda dos EUA para retirá-lo do país. Em resposta a essa ajuda, Zelensky disse que não precisava de carona e sim de munições. Hoje é o terceiro dia de ataque russo à Ucrânia. A Rússia já tem controle sob a usina nuclear de Chernobyl e agora cerca a capital ucraniana.

*Com informações da AFP