Ao menos 1.234 morreram após terremoto e tsunami na Indonésia

  • Por Jovem Pan
  • 02/10/2018 07h20
EFEEquipes de busca seguem trabalhando para encontrar sobreviventes de terremoto e tsunami

As autoridades da Indonésia afirmaram nesta terça-feira que subiu para 1.234 o número de mortos por conta do terremoto de magnitude 7,5 e o posterior tsunami que atingiram a ilha de Celebes, na última sexta-feira.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB, sigla em indonésio), Sutopo Purwo Nugroho, afirmou em entrevista coletiva, na capital Jacarta, que há 799 pessoas feridas gravemente internadas em vários hospitais da região.

Sutopo informou que 26 países e duas organizações internacionais oferecem assistência, mas não forneceu dados das ONGs que colaboram na busca e atendimento das vítimas.

O aumento no número de mortos se deve ao fato de equipes de resgate terem entrado em áreas que estavam inacessíveis desde a última sexta, quando aconteceu a catástrofe com um terremoto de magnitude 6,1 que matou uma pessoa e feriu a 20, seguido, três horas depois, pelo terremoto de 7,5 e o tsunami.

Não entanto, o porta-voz admitiu que ainda há áreas nessa parte da ilha de Celebes onde está difícil o acesso.

“Existem alguns lugares que não conseguimos chegar. Em Donggala, por exemplo, há alguns distritos onde temos que enviar suprimentos por helicóptero”, disse à Agência Efe, em Palu, o coronel Muhammad Thohir, do Exército indonésio.

Palu é a capital da província de Celebes Central, tem uma população de aproximadamente 350 mil pessoas, e é vizinha do distrito de Donggala, com 277 mil habitantes. Elas são as regiões consideradas as mais afetadas pelo terremoto e tsunami.

O coronel afirmou que gasolina e água potável estão chegando à ilha, embora ainda de forma insuficiente para as necessidades de dezenas de milhares de vítimas que perderam tudo.

Também estão trabalhando para restabelecer os serviços de energia elétrica e telecomunicações, além de reabrir as estradas.

O militar afirmou que outras prioridades são de enviar alimentos para as pessoas mais necessitadas, sepultar os corpos nas valas comuns e garantir a segurança do aeroporto, onde amanhã deve chegar os voos comerciais.

*Com informações da Agência EFE.