Após mortes, EUA devem retirar 700 agentes do ICE de Minnesota

De acordo com o czar da fronteira dos Estados Unidos, Tom Homan, a medida entrará em vigor ‘imediamente’; ações do órgão no estado resultaram em dois assassinatos

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2026 12h20 - Atualizado em 04/02/2026 12h27
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Scott Olson/Getty Images/AFP ICE Operações de agentes do ICE em Minneapolis resultaram em duas mortes

O czar da fronteira dos EUA, Tom Homan, anunciou nesta quarta-feira (4) a retirada de 700 agentes de imigração de Minnesota, após semanas de operações e o assassinato de dois manifestantes, que gerou indignação generalizada.

Homan afirmou que a medida entraria em vigor “imediatamente”, citando maior cooperação com as autoridades locais, sem especificar se os agentes seriam retirados da cidade de Minneapolis ou de outro local no estado do Meio-Oeste.

Explicando a decisão, Homan disse que agora há “mais agentes detendo imigrantes ilegais diretamente das prisões”, em vez de prendê-los nas ruas – esforços que exigem um número significativamente menor de funcionários.

Mas ele afirmou que a redução ainda deixará cerca de 2.000 agentes no estado, um aumento em relação aos cerca de 150 antes do início das amplas operações de imigração.

Homan enfatizou que não deixará Minneapolis – que se tornou um importante foco da repressão à imigração promovida pelo presidente Donald Trump – “até que tudo esteja concluído”.

Tom Homan, czar da fronteira dos EUA, que anunciou a retirada de 700 agentes do ICE de Minnesota

Tom Homan, czar da fronteira dos EUA, que anunciou a retirada de 700 agentes do ICE de Minnesota

Agentes federais mataram a tiros Renee Good, uma mulher de 37 anos de Minneapolis, que estava desarmada, enquanto ela tentava fugir de uma operação de fiscalização do ICE no mês passado, o que provocou protestos e críticas de grupos de direitos civis e autoridades locais.

Outra moradora de Minneapolis, a enfermeira de UTI Alex Pretti, também de 37 anos, foi espancada e morta a tiros por agentes federais em um incidente separado.

Ambas as vítimas eram cidadãs americanas. Os assassinatos atraíram atenção e condenação internacional devido aos relatos falsos do governo sobre o ocorrido, intensificando a preocupação pública com a conduta e a supervisão das operações federais de imigração.

Após a repercussão negativa dos assassinatos, o presidente Donald Trump retirou o comandante da Alfândega e Proteção de Fronteiras, Gregory Bovino, e o substituiu por Homan, que prometeu reduzir a operação, sob certas condições.

*Com informações da AFP

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