Ataque a tiros em sala de concerto na Rússia deixa ao menos 60 mortos

Russos deram início a uma investigação e informaram que se houver participação da Ucrânia, eles vão’destruir sem piedade todos os líderes do país’

  • Por Sarah Américo
  • 22/03/2024 17h29 - Atualizado em 22/03/2024 21h37
STRINGER / AFP tiroteio em moscou Veículos dos serviços de emergência são vistos do lado de fora da sala de concertos Crocus City Hall em chamas após o tiroteio em Krasnogorsk, nos arredores de Moscou

Ao menos 60 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas em um ataque executado nesta sexta-feira, 22, por um homem armado em uma sala de concerto perto de Moscou, capital da Rússia. As informações são das forças de seguranças russas (FSB). O balanço inicial do atentato no complexo de Crocus City era de 40 mortos e mais de cem feridos. Esse é o maior atentado nos arredores da capital russa em 11 anos. Os canais de emergência da prefeitura de Moscou relatam que além dos tiros, também houve duas explosões em torno do Crocus City Hall, uma sala de concerto ao lado de um shopping que fica 20 km a noroeste do Kremlin. Crocus City Hall, uma sala de concerto ao lado de um shopping que fica 20 km a noroeste do Kremlin O ataque acontece cinco dias após as eleições que deram a Vladimir Putin, presidente da Rússia, mais seis anos no comando do país. Ele está no poder desde 2000.

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Os russos abriram investigação sobre o atentato terrorista e disseram que se houver envolvimento da Ucrânia, eles vão destruir todos os dirigentes. “O Comitê de Investigação russo abriu um inquérito criminal por atentado terrorista na região de Moscou”, informou o organismo, encarregado das principais investigações penais no país, pelo Telegram. “Se ficar estabelecido que se tratam de terroristas do regime de Kiev (…), serão localizados e destruídos sem piedade, como terroristas. Inclusive os dirigentes do Estado que cometeu semelhante atrocidade”, afirmou pelo Telegram Medvedev, número dois do Conselho de Segurança russo

A Ucrânia, por sua vez, nega que tenha algum envolvimento no caso e disse que não tem nada a ver com os disparos que deixaram ao menos 40 mortos. “Sejamos claros, a Ucrânia não tem absolutamente nada a ver com estes acontecimentos”, assegurou Mikhailo Podoliak pelo Telegram. O exército de Kiev enfrenta há dois anos as tropas russas, que invadiram o país em fevereiro de 2022.

 

*Com informações das agências internacionais

 

 

 

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