Banco Central dos Estados Unidos mantém taxa de juros no maior patamar histórico em 22 anos

Comitê avaliou que condições de crédito mais restritivas para famílias e empresas poderão pesar sobre a atividade econômica, as contratações e a inflação do país

  • Por Jovem Pan
  • 20/09/2023 15h07 - Atualizado em 20/09/2023 15h11
REUTERS/Jonathan Ernst fed eleva taxa de juros Última vez que os juros norte-americanos foram a 5,5% foi em 2001

Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) decidiu manter a taxa de juros nos EUA para o intervalo entre 5,25% e 5,5% ao ano nesta quarta-feira, 20. O percentual representa o  maior patamar em 22 anos. A última vez que os juros norte-americanos foram a 5,5% foi em 2001. O comitê avaliou que indicadores recentes sugerem que a atividade econômica tem crescido em um ritmo sólido. A geração de emprego diminuiu nos últimos meses, mas permaneceu forte, com taxas de desemprego em baixa. Apesar disso, a inflação continua elevada. Para os membros do Fed, condições de crédito mais restritivas para famílias e empresas poderão pesar sobre a atividade econômica, as contratações e a inflação.

“Ao determinar o grau de firmeza adicional da política monetária que pode ser apropriado para que a inflação volte aos 2% ao longo do tempo, o Comitê levará em conta a restritividade cumulativa da política monetária, os desfasamentos com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação e a evolução econômica e financeira. Além disso, o Comitê continuará a reduzir as suas participações em títulos do Tesouro e dívida de agências e títulos garantidos por hipotecas de agências”, afirmou o órgão.

O Comitê afirmou que está preparado para ajustar os rumos da política monetária, conforme apropriado, cas, surjam riscos que possam impedir o cumprimento dos objetivos do Comitê. Na última reunião, realizada no final de julho, o órgão decidiu aumentar os juros para o intervalo entre 5,25% e 5,5%, maior patamar em 22 anos. Em 2001, foi a última vez que os juros foram a 5,5%. Contudo, o Fed já havia analisado a possibilidade de novas altas para garantir que a inflação permaneça em patamares baixos. Em junho, a autoridade monetária havia interrompido o ciclo de alta da taxa de juros, após dez elevações consecutivas.

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