Basílica da Natividade de Belém, na Cisjordânia, reabre após quase 3 meses

  • Por Jovem Pan
  • 26/05/2020 10h08
EFEDe acordo com as explicações, a igreja exigirá o uso de máscaras e só permitirá a entrada das pessoas que não apresentarem febre

A Basílica da Natividade de Belém, o berço do cristianismo, reabriu as portas nesta terça-feira (26), após permanecer fechada durante quase três meses para evitar a propagação do novo coronavírus. Essa é parte de uma redução da quarentena na Cisjordânia, onde todas as igrejas e mesquitas devem reabrir agora.

“Na sequência da evolução da situação na Terra Santa, nós, líderes das três comunidades, guardiões da Basílica da Natividade de Belém, queremos informar que, a partir de 26 de maio, este lugar sagrado estará novamente acessível para visitas e orações dos fiéis”, explicaram os líderes dos patriarcados Grego-Ortodoxo, Armênio de Jerusalém e da Terra Santa.

De acordo com as explicações, a igreja exigirá o uso de máscaras e só permitirá a entrada das pessoas que não apresentarem febre ou outros sintomas da covid-19. Por enquanto, só poderá haver um máximo de 50 pessoas dentro da igreja, onde os fiéis devem manter uma distância de dois metros e “evitar qualquer ato de devoção que possa incluir contato físico, como tocar e beijar pedras, ícones, vestuário e as pessoas da Basílica”.

Coronavírus na Palestina

O templo cristão tinha fechado as portas em 5 de março depois de ter sido confirmado que um grupo de turistas gregos, portadores da doença, tinha estado no local.

Belém foi a primeira cidade palestina a registrar um surto do novo coronavírus, que primeiro levou ao fechamento de todos os locais de culto e de ensino, e depois da cidade como um todo.

A reabertura da basílica se junta à do Santo Sepulcro, em Jerusalém, que no domingo voltou a permitir o acesso aos fiéis após dois meses — mas também com medidas de precaução.

Estes dois pontos são centros de grande importância para os peregrinos cristãos que vão para a Terra Santa com o objetivo de seguir os passos de Jesus.

*Com informações da EFE