Biden usa pela 1ª vez o termo genocídio para descrever guerra na Ucrânia

Presidente norte-americano criticou Vladimir Putin ao comentar sobre aumento no preço da gasolina como reflexo do conflito

  • Por Jovem Pan
  • 12/04/2022 19h52
EFE / EPA / STEVE POPE Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, fala em púlpito Biden tem feito pesadas críticas a Putin após o início da guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, usou nesta terça-feira, pela primeira vez desde o início da invasão russa, o termo “genocídio” para descrever a guerra na Ucrânia. O governante americano fez esse comentário quando falava sobre os esforços de seu governo para conter o aumento dos preços da gasolina como resultado da invasão da Ucrânia pelo presidente russo, Vladimir Putin. “Estou fazendo tudo ao meu alcance com ordens executivas para baixar os preços e lidar com a manipulação de preços causada por Putin. O orçamento de suas famílias, sua capacidade de encher o tanque, nada disso deve depender de um ditador declarar guerra e cometer genocídio do outro lado do mundo”, disse Biden em um comício no estado de Iowa, em referência a Putin e à Ucrânia.

Biden vem atacando Putin nas últimas semanas, a quem já descreveu como um “carniceiro”, e também acusou o Kremlin de cometer crimes de guerra na Ucrânia. Na semana passada, a imprensa perguntou a Biden se ele qualificaria como genocídio o massacre de Bucha, nos arredores de Kiev, onde mais de 250 corpos civis foram encontrados após a retirada das tropas russas. “Não, acho que é um crime de guerra”, respondeu então o presidente americano. Dentro do governo dos EUA existe um processo burocrático para determinar se um genocídio está sendo cometido em um país e não está claro se esse processo está completo ou ainda está ocorrendo. O Departamento de Estado americano finalizou uma investigação formal no mês passado que descobriu que tropas russas cometeram crimes de guerra na Ucrânia, uma alegação que pode levar a processos criminais nos tribunais dos EUA ou em nível internacional.

*Com informações da EFE