Bielorrússia: mais de 60 manifestantes são presos em novo protesto contra Lukashenko

As manifestações começaram em agosto e são consideradas as maiores e mais persistentes desde a independência da União Soviética em 1991

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2020 14h48 - Atualizado em 26/09/2020 15h02
EFE/EPA/ANDREI STASEVICH Lukashenko faria discurso em vídeo na Assembleia Geral virtual da ONU neste sábado

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, foi alvo de um novo protesto, neste sábado, na capital Minsk. Desta vez, centenas de mulheres se reuniram pedindo a saída do líder, dando continuidade às manifestações que vêm ocorrendo no país desde o início de agosto. Os protestos são considerados, de longe, os maiores e mais persistentes na Bielorrússia desde a independência da União Soviética em 1991 e tiveram início em 9 de agosto após uma eleição que deu a Lukashenko o sexto mandato. Opositores e alguns funcionários da pesquisa dizem que os resultados do pleito, no qual Lukashenko recebeu 80% dos votos, foram manipulados.

A polícia bloqueou o centro da cidade e prendeu mais de 60 manifestantes, de acordo com a organização de direitos humanos Viasna. Alguns dos presos foram perseguidos pela polícia em pátios de construção onde tentavam se refugiar. Apesar das detenções em larga escala de manifestantes e da prisão de muitas figuras proeminentes da oposição, os protestos não mostraram sinais de esgotamento. Lukashenko irritou ainda mais os oponentes nesta semana, ao fazer o juramento de posse para um novo mandato em uma cerimônia inesperada. Os manifestantes neste sábado carregaram cartazes denunciando-o como “o presidente secreto”.

Lukashenko faria discurso em vídeo na Assembleia Geral virtual da ONU neste sábado. As declarações devem alimentar novos protestos no domingo, que normalmente são os maiores da semana, atraindo multidões estimadas em até 200 mil pessoas. 

* Com Estadão Conteúdo