Bolívia: Eleições presidenciais são marcadas para o dia 6 de setembro

  • Por Jovem Pan
  • 26/06/2020 10h21 - Atualizado em 26/06/2020 10h21
EFE/Jorge ÁbregoAs eleições estão pendentes desde a anulação do pleito do ano passado, quando Evo Morales foi declarado vencedor e renunciou ao cargo

O Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia convocou para o dia 6 de setembro o primeiro turno das eleições presidenciais do país. Inicialmente, o pleito estava marcado para 3 de maio, mas foi adiado por causa pandemia de Covid-19. A expectativa agora é que o eventual segundo turno aconteça em 18 de outubro.

A mudança de data foi anunciada nesta sexta-feira (26), “respeitando a conclusão das etapas concluídas”, uma vez que as candidaturas já estão encerradas, “e prolongando os prazos necessários para assegurar o exercício dos direitos dos cidadãos”.

O órgão eleitoral destacou que o desenvolvimento do processo eleitoral deve obedecer “às devidas medidas para proteger a saúde pública”.

“Algumas das tarefas pendentes mais relevantes que terão de ser encaradas nos 45 dias anteriores ao dia da votação são a entrega oficial do Padrão Eleitoral Biométrico, o sorteio e publicação da lista dos jurados eleitorais responsáveis pela administração da mesa no dia da votação, a capacitação dos jurados eleitorais, a fase de propaganda nos meios de comunicação de massas, entre outras”, explicou.

O processo eleitoral, ao qual concorrem oito candidatos, recomeça após a presidente interina do país, Jeanine Áñez, ter aprovado uma lei estabelecendo o dia 6 de setembro como data limite para as eleições, a qual foi autorizada pelo Parlamento boliviano depois de ter sido apresentada pelo Tribunal Supremo Eleitoral.

Evo Morales

As eleições para presidente, vice, deputados e senadores estão pendentes desde a anulação do pleito de outubro do ano passado, quando o então mandatário Evo Morales tinha sido declarado vencedor para um quarto mandato consecutivo e depois renunciou em meio a acusações de fraude.

Morales denunciou que foi obrigado a abandonar o poder devido a um golpe de Estado em meio a pressões dos militares e da polícia para a renúncia. Áñez, na época senadora da oposição, assumiu interinamente a presidência, ativando um mecanismo de sucessão diante de um vazio no poder.

*Com informações da EFE