Bombardeio em escola na Faixa de Gaza deixa ao menos 29 mortos

Exército israelense confirmou que sua força aérea realizou um bombardeio na região contra um ‘terrorista’ e informou que investigará o ocorrido

  • Por Jovem Pan
  • 09/07/2024 20h33 - Atualizado em 10/07/2024 04h44
HAITHAM IMAD/EFE/EPA Palestinos choram ao lado dos corpos de seus parentes mortos após um ataque israelense que atingiu uma escola que abrigava deslocados em Khan Yunis Palestinos choram ao lado dos corpos de seus parentes mortos após um ataque israelense que atingiu uma escola que abrigava deslocados em Khan Yunis

Um bombardeio atingiu uma escola usada como abrigo no sul da Faixa de Gaza nesta terça-feira (9), resultando em 29 mortes, enquanto milhares de pessoas fugiam dos intensos combates entre soldados israelenses e milicianos do Hamas no norte do território palestino. A escola Al Awada, localizada em Abasan, foi alvo do ataque, segundo o hospital Nasser em Khan Yunis. O Exército israelense confirmou que sua força aérea realizou um bombardeio na região contra um “terrorista” e informou que investigará o ocorrido. Desde sábado (6), as tropas israelenses admitiram ter bombardeado outras três escolas, causando pelo menos 20 mortes, conforme relataram autoridades e socorristas. Israel alegou que os alvos eram milicianos escondidos nas escolas.

Os combates no norte da Faixa de Gaza foram intensificados pelas forças israelenses antes das negociações indiretas no Catar, previstas para quarta-feira, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo e a libertação de reféns após mais de nove meses de conflito. Representantes da CIA e dos serviços de inteligência israelenses se reunirão em Doha com o primeiro-ministro do Catar. Enquanto isso, o diretor da CIA, William Burns, encontrou-se no Cairo com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, mediador do conflito junto com Catar e Estados Unidos. O Hamas suavizou suas exigências, mas acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de bloquear as negociações.

O Exército israelense lançou uma operação terrestre no bairro de Shujaiya, no leste da Cidade de Gaza, em 27 de junho, expandindo a ofensiva para áreas centrais, onde “dezenas de milhares de pessoas” receberam ordens de evacuação, de acordo com a ONU. As brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, relataram que os combates na Cidade de Gaza foram os “mais intensos em vários meses”. A Agência de Direitos Humanos da ONU expressou consternação com as ordens de evacuação, que forçaram os deslocados a se refugiarem em áreas no oeste e sul da cidade, também alvo de ataques. Especialistas da ONU acusaram Israel de realizar uma “campanha de fome direcionada”, resultando na morte de crianças na Faixa de Gaza. Desde 7 de outubro, 34 palestinos, a maioria crianças, morreram de desnutrição, conforme relatado por especialistas nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.

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A guerra começou em 7 de outubro, quando comandos islamistas mataram 1.195 pessoas, a maioria civis, e sequestraram 251 no sul de Israel. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva contra Gaza, que já matou 38.243 pessoas, também civis em sua maioria, segundo o Ministério da Saúde palestino. A violência também aumentou na Cisjordânia, onde um menor de 13 anos morreu por disparos de tropas israelenses em Ramallah. O conflito ameaça se espalhar pelo Oriente Médio. Nesta terça-feira, dois israelenses morreram nas Colinas de Golã, território sírio ocupado e anexado por Israel, devido a foguetes disparados do Líbano.

*Com informações da AFP
Publicada por Felipe Cerqueira

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