Boris Johnson anuncia plano de flexibilização do isolamento social

  • Por Jovem Pan
  • 10/05/2020 16h55 - Atualizado em 10/05/2020 16h56
EFEJohnson comparecerá ao Parlamento para dar mais detalhes do plano

O primeiro-ministro, Boris Johnson, anunciou neste domingo (10) o que definiu como “um primeiro esboço de um roteiro” para sair do confinamento imposto em 23 de março para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. Ficará permitido aos britânicos, por exemplo, o retorno ao trabalho de pessoas que não podem exercer suas funções por home office e saídas ilimitadas para banhos de sol e exercícios ao ar livre.

As novas medidas, que serão canceladas se houver um ressurgimento da pandemia, só serão aplicadas na Inglaterra, a região mais populosa do Reino Unido, com 56 milhões dos 66,6 milhões de habitantes. Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte têm seus próprios poderes e já avisaram que vão manter o confinamento.

Em discurso transmitido em cadeia nacional, o líder pediu respeito à higiene e à distância pessoal, sob pena de multa, e que as pessoas não utilizem o transporte público, priorizando a caminhada ou o uso de carros ou bicicletas.

Johnson garantiu que serão fornecidas diretrizes às empresas para facilitar a proteção pessoal e medidas de distanciamento, diante das críticas dos sindicatos, que alertaram que não recomendarão o retorno se a segurança não for garantida.

O primeiro-ministro também incentivou as pessoas a saírem às ruas para se exercitarem, tomarem sol nos parques, dirigirem para outros lugares e fazerem esporte em grupo, mas apenas com moradores do mesmo endereço.

Na “segunda etapa” desse roteiro, condicionada ao não ressurgimento da pandemia, Johnson antecipou que em junho algumas empresas e escolas do ensino fundamental poderiam reabrir parcialmente para apenas alguns cursos. O mesmo poderia acontecer em julho com as escolas do ensino médio e o setor de hospedagem.

Johnson comparecerá nesta segunda-feira (11) ao Parlamento para dar mais detalhes do plano. O Reino Unido é atualmente o país europeu com o maior número de mortes por coronavírus por dia, com 269 óbitos nas últimas 24 horas.

*Com EFE