Boris Johnson promete veículos blindados e mais armas à Ucrânia em visita surpresa a Kiev

Premiê britânico afirmou que a resistência ucraniana contra a invasão de Vladimir Putin é ‘a maior façanha do século XXI’

  • Por Jovem Pan
  • 09/04/2022 18h27 - Atualizado em 09/04/2022 18h27
Stringer / UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / AFP Boris Johnson e Volodymyr Zelensky em Kiev O premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, caminhando pelas ruas de Kiev no dia 9 de abril

Em visita surpresa a Kiev, capital da Ucrânia, neste sábado, 9, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu ajuda militar a Volodymyr Zelensky, presidente do país. Johnson ofereceu 120 veículos blindados e novos sistemas de mísseis contra embarcações e afirmou que a resistência ucraniana contra a invasão de Vladimir Putin é “a maior façanha do século XXI”. “Graças à liderança decisiva do presidente Zelensky e ao invencível heroísmo e à coragem do povo ucraniano, os planos monstruosos de Putin foram desbaratados”, afirmou o premiê britânico, segundo informações da AFP. A visita de Johnson a Kiev não foi anunciada pelo governo britânico. Em seu perfil no Twitter, o premiê afirmou que a visita ocorreu “em uma demonstração de apoio inabalável ao povo da Ucrânia” e que a ajuda militar é “prova de nosso compromisso com a luta contra a campanha bárbara da Rússia“.

A viagem de Boris Johnson ocorre enquanto a Rússia se prepara para novas ofensivas no leste da Ucrânia e é a primeira feita por um chefe de Estado ou governo de potências do G7 desde que a invasão russa começou. Além disso, há um clima de tensão contra Vladimir Putin após o massacre de civis em Bucha, que Johnson classificou como “crime de guerra” e um forte bombardeio nesta sexta-feira, 8, a uma estação de trem na cidade de Kramatorsk, que estava cheia de civis aguardando uma oportunidade para deixar a região, e que matou pelo menos 52 pessoas, incluindo crianças. Neste sábado, Zelensky subiu o tom e cobrou uma “resposta global dura” após o bombardeio e o classificou como mais um crime de guerra cometido pela Rússia. Todos os esforços mundiais serão direcionados para estabelecer a cada minuto quem fez o quê, quem deu quais ordens, de onde veio o míssil, quem o transportou, quem deu o comando e como esse ataque foi acordado”, afirmou o presidente da Ucrânia.