Centenas de mulheres saem às ruas e manifestam a favor do aborto nos Estados Unidos

Desde que o rascunho de um documento da Suprema Corte vazou e mostrou o interesse em acabar com a legalidade, o tema tem sido constantemente discutido

  • Por Jovem Pan
  • 14/05/2022 17h46 - Atualizado em 14/05/2022 17h52
Mandel NGAN / AFP aborto nos EUA Ativistas participam da marcha “The Bans Off Our Bodies” pelo acesso ao aborto, no Monumento a Washington

Centenas de mulheres saíram as ruas neste sábado, 14, para manifestarem em Washington e exigir que a Suprema Corte dos Estados Unidos – que parece disposta a rever sua histórica decisão de 50 anos atrás -, mantenha a proteção constitucional ao aborto, por temer que os magistrados a anulem em breve. “Seria devastador e terrível se o texto fosse aprovado”, opinou Gabriela Benazar, representante da Planned Parenthood, uma das organizações que convocou a marcha. A polêmica começou há duas semanas, quando vazou o rascunho da Suprema Corte em que a maioria conservadora da corte defende a revogação da decisão “Roe versus Wade”, que criou a jurisprudência que protege o aborto em todo o país desde 1973.

“Não tenho respeito pelos membros da Suprema Corte, eles são como o Talibã”, disse Gloria Black, moradora da região que participou do protesto e que acredita que os juízes não devem “ditar sobre a moralidade”. Carregando uma faixa dizendo que “Nenhuma mulher que se preze vota nos republicanos”, Gloria exigiu que os políticos “permitam o aborto e não forcem as mulheres a continuar com gravidezes indesejadas”. “Todo mundo conhece alguém que teve que fazer um aborto. É um fato que acontece e temos que aceitar”, declarou. “Seria devastador e terrível se o texto fosse aprovado”, opinou à Efe Gabriela Benazar, representante da Planned Parenthood, uma das organizações que convocou a marcha. A polêmica começou há duas semanas. De acordo com os cálculos desta organização, 26 estados do país governados por republicanos aguardam esta decisão para restringir ou proibir totalmente o aborto em seu território. Isso afetaria “muito desproporcionalmente” mulheres negras, latinas, imigrantes ou de baixa renda que não poderiam viajar para outros estados para fazer um aborto, lembrou Benazar.

*Com informação da AFP e EFE