Centros de votação começam a funcionar para eleições presidenciais no Uruguai

  • Por Jovem Pan
  • 27/10/2019 08h50
Fabiana Fourcade/EFEEstas são as eleições mais equilibradas no país nos últimos anos, inclusive, com grande possibilidade de nenhuma corrente obter maioria absoluta no Congresso

Os centros de votação no Uruguai foram abertos neste domingo (27), às 8h (hora local e de Brasília) e permanecerão funcionamento até 19h30, para que a população local vote no novo presidente do país e na nova composição do Congresso.

Ao todo, são 7.122 locais disponibilizados para depósito de voto, em que 2,7 milhões de uruguaios são esperados. A expectativa do Tribunal Eleitoral do país é que antes de 0h, ou seja, menos de cinco horas após o fechamento das urnas, mais de 90% da apuração esteja concluída.

No Uruguai, o voto é obrigatório e só pode ser feito por pessoas que têm cidadania e estejam no território, o que significa que não é possível participar da eleição por correio ou através de consulado.

Estas são as eleições mais equilibradas no país nos últimos anos, inclusive, com grande possibilidade de nenhuma corrente obter maioria absoluta no Congresso, em que serão eleitos 99 deputados e 30 senadores.

Outra expectativa é que haja segundo turno, provavelmente, entre o candidato governista Daniel Martínez, da Frente Ampla, e Luis Alberto Lacalle Pou, do Partido Nacional, filho do ex-presidente Luis Alberto Lacalle Herrera – que governou de 1990 e 1995.

Muito atrás nas pesquisas de intenção de voto estão Ernesto Talvi, do Partido Colorado; e o ex-militar Guido Manini Ríos, do Cabildo Abierto. Quase sem relevância nas pesquisas estão outros sete candidatos.

Além disso, haverá consulta à população sobre mudanças constitucionais apresentadas pelo senador do Partido Nacional Jorge Larrañaga, que propõem criação de uma Guarda Nacional, com atribuições de segurança pública, a adoção de uma prisão perpétua revisável após 30 anos, cumprimento integral de penas por crimes graves, e revistas noturnas sem ordem judicial às casas.

*Com informações da EFE