China e Rússia criticam EUA durante reunião do Conselho de Segurança da ONU

Secretário-geral da organização, António Guterres se disse ‘preocupado’ com uma possível intensificação da instabilidade na Venezuela

  • Por Fernando Keller
  • 05/01/2026 14h40
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John Lamparski/AFP Reunião do Conselho de Segurança da ONU Mike Waltz, acusou Maduro de ser um chefe narcoterrorista fugitivo e responsável pela morte de milhares de americanos

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu na tarde desta segunda-feira (5) para discutir o ataque dos Estados Unidos realizado na Venezuela, no último sábado (3) que acabou com a prisão de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O Secretário-geral da ONU, António Guterres se disse “preocupado” com uma possível intensificação da instabilidade no país, e que está disposto a ajudar os venezuelanos a “encontrar um caminho pacífico para o futuro”. “Estou profundamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, o potencial impacto na região e o precedente que isso pode criar para a forma como as relações entre os Estados são conduzidas. Acolho com satisfação e estou pronto para apoiar todos os esforços que visem ajudar os venezuelanos a encontrar um caminho pacífico para o futuro”.

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Declaração foi entregue ao Conselho pela chefe de assuntos políticos, Rosemary DiCarlo. A Rússia, aliada histórica da Venezuela, criticou o ataque, chamando os EUA de “hipócritas e cínicos”. “Não dá justificativa para os crimes dos EUA na Venezuela. Condenamos o ato de agressão armada dos EUA contra a Venezuela”. O representante russso também acusou o governo de Donald Trump realizar uma “operação criminosa para tomar os recursos energéticos” da Venezuela.

A China, também alinhada a Venezuela, seguiu o país de Vladimir Putin e criticou os ataques. “A China está profundamente chocada e condena veementemente os atos unilaterais, ilegais e de intimidação dos EUA”.

A defesa dos Estados Unidos

O embaixador americano, Mike Waltz, acusou Maduro de ser um chefe narcoterrorista fugitivo e responsável pela morte de milhares de americanos. Também afirmou que o venezuelano era um presidente ilegítimo, manipulando o sistema eleitoral da Venezuela por anos. “Os Estados Unidos prenderam um narcoterrorista, que agora será julgado nos Estados Unidos de acordo com as leis pelos crimes que cometeu contra nosso povo por 15 anos.” Ele também comparou o que aconteceu com Maduro com as ações dos Estados Unidos contra Manuel Noriega, em 1989.

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