Cientistas chineses esperam testar vacina contra o coronavírus em 40 dias

  • Por Jovem Pan
  • 28/01/2020 10h18
EFE/EPA/RUNGROJ YONGRITDe acordo com a nota oficial da agência chinesa, as vacinas baseadas no ARN têm ciclos de desenvolvimento e produção mais curtos do que os tradicionais

A equipe chinesa que trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus surgido na cidade de Wuhan – que já deixou pelo menos 106 mortos – disse nesta terça-feira (28) que espera começar os testes em menos de 40 dias, informou a agência estatal Xinhua.

O projeto, anunciado há apenas dois dias, envolve o Hospital Oriental de Xangai – parte da Universidade de Tongji – e a empresa de biotecnologia de Xangai, Stemirna Therapeutics.

O CEO da empresa, Li Hangwen, disse que não serão necessários mais de 40 dias para produzir as amostras de vacina, graças aos avanços tecnológicos do ARN mensageiro — o ácido ribonucleico que contém a informação genética do DNA e está envolvido na síntese de proteínas.

Depois disso, as amostras serão enviadas para testes e fornecidas aos centros médicos “o mais rápido possível” — embora ele não tenha indicado uma data para sua chegada ao mercado.

De acordo com a nota oficial da agência chinesa, as vacinas baseadas no ARN têm ciclos de desenvolvimento e produção mais curtos do que os tradicionais, cuja fabricação pode levar cerca de cinco ou seis meses.

No último domingo (26), Xu Wenbo, cientista do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China, explicou em entrevista coletiva que os pesquisadores do corpo estavam trabalhando em um remédio para a doença “depois de isolar com sucesso a primeira cepa do vírus”.

Enquanto isso, a farmacêutica americana Johnson & Johnson (J&J) também começou a desenvolver uma vacina, embora os prazos dados sejam muito menos otimistas do que os da empresa chinesa — essa poderia levar até um ano para o produto ficar acessível no mercado.

De acordo com os números mais recentes divulgados pela Comissão Nacional de Saúde da China, o coronavírus já deixou 106 mortos em um total de 4.515 casos confirmados no país.

*Com informações da EFE