Covid-19: Cientistas pedem que Reino Unido tome medidas drásticas contra doença

  • Por Jovem Pan
  • 15/03/2020 14h23
EFE/EPA/WU HONGOs pesquisadores pedem que as autoridades britânicas assumam medidas mais drásticas, como adotadas em alguns países, para conter doença

Um grupo de mais de 300 pesquisadores de várias áreas pediu para que o governo do Reino Unido, liderado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, tome medidas drásticas no país para combater o novo coronavírus, em carta divulgada neste domingo.

A principal preocupação dos cientistas é com a estratégia do Executivo nacional, garantindo que haverá mais mortes se não forem adotadas restrições em massa, como proibição de eventos e fechamento de escolas.

“Consideramos insuficientes as medidas de distanciamento social introduzidas até agora e acreditamos que deveriam ser impostas outras, mais restritivas, imediatamente, como está acontecendo em muitos outros países do mundo”, completam os pesquisadores.

Além disso, os signatários classificam como “inviável” o objetivo do governo de conseguir certo grau de imunidade coletiva, já que isso requereria muitas infecções superadas e, entre outras coisas, geraria ainda mais pacientes para o sistema de saúde.

Em outra carta, assinada por mais de 200 pesquisadores, questionam as ideias da gestão de Johnson, apontando que se medidas drásticas não forem adotadas, pode haver um pico de infecções pelo coronavírus.

O governo, em respostas às críticas, garantiu que o maior impacto no combate ao patógeno vem de ações como lavar as mãos e isolar as pessoas que deram positivo, que já estão sendo adotadas no país. Já o fechamento de escolas e comércios só deverá acontecer quando for atingido certo número de diagnosticados.

Apesar disso, na próxima semana, a expectativa é que seja determinada a proibição de eventos com aglomeração de público. Além disso, o ministro da Saúde, Matt Hancock, garantiu que poderá ser decidido por isolar pessoas com mais de 70 anos por quatro meses.

Até o momento, o Reino Unido registrou 1.143 casos de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, e 21 mortes.

*Com informações da EFE.