Coreia do Norte ainda não começou a devolver corpos de soldados dos EUA

  • Por Agência EFE
  • 02/07/2018 15h36 - Atualizado em 02/07/2018 15h42
EFE/EPA/YONHAP SOUTH KOREAEntrega dos restos mortais foi estipulada durante a histórica cúpula do último dia 12 de junho entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un

A Coreia do Norte ainda não começou a devolver os restos mortais dos soldados dos Estados Unidos que morreram durante a Guerra da Coreia (1950-1953), informou nesta segunda-feira o porta-voz do Pentágono, coronel Robert Manning.

“Os diplomatas estão fazendo o que os diplomatas fazem, e nós estamos preparados para receber estes restos e assegurar-nos que serão repatriados e entregues às suas famílias”, declarou Manning, durante um encontro com jornalistas.

A entrega dos restos mortais foi estipulada durante a histórica cúpula do último dia 12 de junho entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em Singapura.

As declarações de Manning contradizem Trump, que no último dia 20 de julho anunciou que Pyongyang tinha devolvido os corpos de 200 combatentes americanos mortos na disputa.

O coronel confirmou que seu país já enviou à região os caixões para facilitar a repatriação dos corpos e esclareceu que toda a operação está sob a supervisão das Nações Unidas.

“Mesmo assim, nossos diplomatas estão trabalhando com a Coreia do Norte. Mas não sei em que estado se encontram as negociações, nem quais são os tempos. Sim, posso lhes dizer que as Nações Unidas estão prontas para receber os restos em Panmunjom para que sejam transferidos e identificados adequadamente”, acrescentou Manning.

O porta-voz também se referiu à controvérsia sobre o desmantelamento do programa nuclear da Coreia do Norte em relação a informações sobre as suspeitas dos serviços de inteligência americanos de que Pyongyang poderia continuar desenvolvendo armas atômicas e biológicas em laboratórios secretos.

“Estamos muito atentos à Coreia do Norte”, ressaltou Manning, que garantiu que, apesar do recente cancelamento das manobras militares conjuntas entre EUA e Coreia do Sul, as tropas presentes na região do Pacífico mantêm seu nível de preparação.

“O que precisamos fazer para manter nossa preparação nós estamos fazendo”, concluiu.