Coreia do Norte: Kim Jong-un reaparece em público para homenagear avô

O líder norte-coreano visitou o Palácio do Sol de Kumsusan por ocasião do aniversário da morte de seu avô, Kim Il-sung, fundador do país

  • Por Jovem Pan
  • 08/07/2020 11h02
EFE/EPA/KCNAAs ausências prolongadas, que ocorrem em um ano marcado pela pandemia da Covid-19, provocaram rumores e especulações sobre seu estado de saúde

Em um momento marcado tensões atuais com Seul e Washington, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, voltou a aparecer em público nesta quarta-feira (8) para homenagear seu avô. A homenagem aconteceu visitando o mausoléu em Pyongyang, onde se encontram os restos mortais embalsamados do fundador do país.

Segundo a agência estatal “KCNA”, Kim visitou o Palácio do Sol de Kumsusan por ocasião do aniversário da morte de seu avô, Kim Il-sung, fundador do país, que faleceu em 8 de julho de 1994. A agência, no entanto, não informou o horário o ato ocorreu.

O líder esteva acompanhado por outras autoridades do país, como Choe Ryong-hae, considerado a segunda figura mais poderosa do regime, além de Kim Jae-ryong e Pak Pong-ju, o atual primeiro-ministro e seu antecessor no cargo e atual vice-presidente da Comissão de Assuntos Estaduais, respectivamente, conforme detalhado pela “KCNA”.

A visita a Kumsusan tem sido uma das poucas aparições públicas do ditador norte-coreano nos últimos meses. De fato, Kim nem sequer visitou Kumsusan em 15 de abril, data do aniversário de seu avô, considerado o principal feriado nacional: “Dia do Sol”. As ausências prolongadas, que ocorrem em um ano marcado pela pandemia da Covid-19, provocaram rumores e especulações sobre seu estado de saúde.

Embora a intervenção pública anterior de Kim tenha ocorrido em 2 de julho, durante o segundo trimestre do ano, ele só apareceu nos meios de comunicação estatais em sete ocasiões. Sua visita ao mausoléu acontece em um momento de tensão renovada com Seul, com quem Pyongyang cortou laços depois de acusar a Coreia do Sul de permitir balões com propaganda anti-regime por desertores norte-coreanos e também os Estados Unidos, com quem afirmou não ter interesse em se reunir.

*Com informações da EFE