Covid-19: cientistas dos EUA iniciam teste em humanos de possível vacina

  • Por Jovem Pan
  • 17/03/2020 08h43 - Atualizado em 17/03/2020 08h43
GESPNão há previsão de quando todas as etapas do teste serão finalizadas ou de quando a vacina estaria disponível

Cientistas americanos iniciaram na segunda-feira (16) o primeiro teste em humanos de uma possível vacina contra o novo coronavírus. O primeiro participante recebeu a dose em teste ainda na segunda.

De acordo com comunicado dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), órgãos vinculados ao governo americano, a fase 1 da pesquisa clínica envolve 45 voluntários saudáveis adultos, com idades entre 18 e 55 anos.

Conduzido pelo Kaiser Permanente Washington Health Research Institute (KPWHRI) e patrocinado pelos NIH, o estudo será conduzido em Seattle, no Estado de Washington, o mais afetado pelo surto da Covid-19 nos EUA.

De acordo com dados do Centro de Controle de Doenças do governo americano, somente em Washington, foram confirmados 708 infecções pelo novo coronavírus. Em todo o território americano, já são 3.487 pessoas acometidas pela Covid-19, das quais 68 morreram.

A fase 1 do estudo vai avaliar a segurança do produto e sua habilidade de gerar uma resposta imunológica.  “A vacina experimental direciona as células do corpo para expressar uma proteína viral que, espera-se, provoque uma resposta imune robusta. A vacina mRNA-1273 mostrou-se promissora em modelos animais, e este é o primeiro estudo a examiná-la em humanos”, informou os NIH em seu site.

Os participantes serão acompanhados por um ano após a aplicação da segunda dose. Não há previsão de quando todas as etapas do teste serão finalizadas ou de quando a vacina estaria disponível à população caso apresente bons resultados.

Próximos passos

Depois da fase 1, o possível imunizante ainda precisa passar por mais duas etapas de testes em humanos.

A candidata à vacina foi desenvolvida pelos cientistas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas na empresa de biotecnologia Moderna, em Cambridge, no Estado de Massachusetts.

“Os cientistas foram capazes de desenvolver rapidamente o mRNA-1273 por causa de estudos anteriores de coronavírus relacionados que causam Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS)”, informaram os NIH, em nota.

Nessa primeira fase do estudo, os voluntários receberão duas doses da vacina por meio de uma injeção intramuscular na parte superior do braço, com intervalo de 28 dias entre as doses. Os voluntários serão divididos em três grupos e cada um deles receberá a dose com uma concentração diferente: 25 mcg, 100 mcg e 250 mcg.

*Com informações do Estadão Conteúdo