Associação prevê prejuízo de R$ 252 bi no setor aéreo mundial: ‘É o apocalipse’

  • Por Jovem Pan
  • 24/03/2020 15h45 - Atualizado em 24/03/2020 15h46
Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo Companhias aéreas tem sofrido muito com a pandemia do novo coronavírus

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) duplicou nesta terça-feira as projeções de perdas para o setor de transporte aéreo de passageiros, agora estimadas em US$ 252 bilhões. A explicação, é claro, está na crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Esse número implica uma redução de 44% nas receitas globais das companhias aéreas em termos anuais, e baseia-se no pressuposto de que as restrições de viagens atualmente em vigor durarão três meses e que a economia se recuperará gradualmente nos meses seguintes.

O agravamento das previsões, que inicialmente colocaram as perdas em US$ 113 bilhões, deve-se às severas medidas que muitos países adotaram para interromper completamente o tráfego aéreo de passageiros para impedir a chegada de pessoas potencialmente contaminadas.

Outro elemento que foi levado em consideração é a certeza de que a crise mundial da saúde causada pelo novo coronavírus será seguida por um período de recessão, segundo análises de diferentes organizações financeiras.

“As companhias aéreas estão lutando para sobreviver em todos os cantos do mundo. Restrições de viagem e a procura inexistente significam que, além da carga, praticamente não há transportes de passageiros. Para eles, é o apocalipse”, disse o diretor-geral da Iata, Alexandre de Juniac.

“As companhias aéreas estão enfrentando sua crise mais grave. Em poucas semanas, nosso pior cenário agora parece melhor do que nossas estimativas mais recentes”, acrescentou.

A maior queda na receita de passageiros será sofrida pelas companhias aéreas europeias, com 76% a menos em 2020 em comparação a 2019.

As maiores companhias aéreas internacionais reduziram suas atividades ao mínimo e estão mantendo de 10% e 20% – na melhor das hipóteses -, de suas operações.

*Com informações da Agência EFE