Costa Rica elege neste domingo novo presidente

Candidata governista Laura Fernández é a grande favorita por suas promessas de linha dura contra o crime, que, segundo os adversários, empurrarão o país para o autoritarismo

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2026 13h47
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MARVIN RECINOS / AFP Laura Fernández Laura Fernandez, candidata à presidência da Costa Rica pelo partido Povo Soberano

Os costarriquenhos comparecem às urnas neste domingo (1) para definir o novo presidente do país, com a candidata governista Laura Fernández como grande favorita por suas promessas de linha dura contra o crime, que, segundo os adversários, empurrarão o país para o autoritarismo, algo que ela nega. “Vou sempre zelar pela estabilidade democrática”, declarou neste domingo em meio ao tumulto em seu local de votação.

Segundo a pesquisa mais recente da Universidade da Costa Rica (UCR), o eleitorado tinha 26% de indecisos. Um eventual segundo turno acontecerá em 5 de abril.

Quase 3,7 milhões de cidadãos estão convocados a votar nas eleições que também definirão os 57 deputados da Câmara, em um país reconhecido por sua estabilidade e bem-estar social, mas onde o narcotráfico se expande com uma elevada dose de violência. As urnas abirram às 6h00 locais (9h00 de Brasília) e permanecerão abertas até 18h00 (21h00 de Brasília). Os primeiros resultados oficiais serão anunciados por volta das 21h00 (0h00 de Brasília).

Quem é Laura Fernández?

Cientista política conservadora de 39 anos, Laura Fernández, herdeira política do popular presidente Rodrigo Chaves, liderou as pesquisas de intenção de voto ao destacar a questão da segurança, principal preocupação dos costarriquenhos.

Depois de votar na cidade de Cartago, ela reiterou que sua meta é “ganhar no primeiro turno”, meta para a qual precisa de 40% de apoio, um percentual que ela pode até superar, segundo várias pesquisas.

A ex-ministra da Presidência e do Planejamento também aspira ter ampla maioria no Congresso para aprovar reformas na Constituição.

Um triunfo de Laura Fernández para governar pelos próximos quatro anos consolidaria a direita na América Latina, após as vitórias recentes no Chile, Bolívia, Peru e Honduras. Chaves é aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

*Com AFP

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