Covid-19 está ‘sob controle’ na França, afirma conselho científico

  • Por Jovem Pan
  • 05/06/2020 09h14
EFE/EPA/IAN LANGSDONNo pico da contaminação, o país chegou a registrar 80 mil novas infecções por dia

O presidente do comitê científico  que aconselha o governo francês, Jean-François Delfraissy, afirmou, nesta sexta-feira (5), que a epidemia da Covid-19 está “sob controle” no país. Ele destacou que a possibilidade de decretar um novo confinamento da população é “extremamente baixa”, mesmo que haja uma segunda onda.

Em entrevista à rádio “France Inter”, Delfraissy reconheceu que o vírus “continua circulando”, mas o faz “em velocidade lenta”, o que levou a redução no número de novos casos da doença. No pico da contaminação, o país chegou a registrar 80 mil novas infecções por dia, contabilizando agora mil novos registros diários.

Delfraissy afirmou que o país se equipou com “os meios para detectar novos casos”. “Temos os testes, temos um sistema de isolamento e detecção de pessoas infectadas que nos permite evitar a propagação”, disse o cientista.

Esse grupo de cientistas identificou quatro cenários para a evolução da pandemia, que vão desde seu controle até uma “degradação crítica” que assolou as autoridades, como aconteceu em março. Se o quarto cenário for alcançado, Delfraissy afirmou que será “extremamente difícil” decretar um novo confinamento geral “por razões humanas, sociais, econômicas e também sanitárias”, pois essa medida também tem consequências para a saúde.

Diante disso, ele defendeu medidas restritivas nas grandes cidades. “Agora sabemos que os jovens podem tolerar essa doença, podem ser infectados sem episódios graves. Podemos deixar o vírus circular entre a população mais jovem. Depois, há a população mais velha e mais frágil, as casas de repouso, que estão mais em risco”, afirmou.

Delfraissy reconheceu que a Alemanha administrou a crise melhor do que a França, que fez a mesma coisa como a “Itália e Espanha”, mas agora “a situação é semelhante”, pois houve um movimento para generalizar os testes.

*Com informações da EFE