Delcy Rodríguez anuncia lei de anistia geral na Venezuela

Sem detalhar a quem se aplicará, a presidente afirmou que ficarão excluídos ‘aqueles processados ou condenados por homicídio, por tráfico de drogas, por corrupção e por graves violações dos direitos humanos’

  • Por Jovem Pan*
  • 30/01/2026 23h18
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Foto por JUAN BARRETO / AFP A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa durante uma coletiva de imprensa em Caracas, em 11 de agosto de 2025. Em 3 de janeiro de 2026, a Suprema Corte da Venezuela ordenou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse a liderança interina do país, após os Estados Unidos prenderem o presidente Nicolás Maduro e o retirarem do país. Delcy Rodríguez era vice-presidente de Maduro e herdou o poder após sua captura na madrugada de 3 de janeiro

A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou, nesta sexta-feira (30), uma anistia geral na Venezuela, poucos dias antes de se completar um mês desde que assumiu o poder após a derrubada de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. Rodríguez era vice-presidente de Maduro e herdou o poder após sua captura na madrugada de 3 de janeiro.

A mandatária participou nesta sexta-feira da abertura do ano judicial na sede da Suprema Corte, um ato ao qual tradicionalmente comparece o presidente do país. “Decidimos impulsionar uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até o presente”, informou Rodríguez em seu discurso.

A lei deverá ser debatida no Parlamento venezuelano, de maioria governista.

Sem detalhar a quem a anistia será aplicada, a presidente afirmou que ficarão excluídos “aqueles processados ou condenados por homicídio, por tráfico de drogas, por corrupção e por graves violações dos direitos humanos”.

Rodríguez anunciou ainda o fechamento da temida prisão do Helicoide, sede do serviço de inteligência (Sebin) em Caracas. A oposição e ativistas de direitos humanos a denunciam como um centro de tortura.

Ela ordenou transformá-la “em um centro social, esportivo, cultural e comercial para a família policial e para as comunidades vizinhas”, indicou.

A Venezuela soma pouco mais de 700 presos políticos, segundo a ONG especializada Foro Penal, muitos deles detidos no próprio Helicoide.

E desde 8 de janeiro, cerca de 300 presos foram libertados como parte de um processo anunciado por Rodríguez, que avançou lentamente. Ela também pediu um “novo sistema de justiça” na Venezuela, onde o sistema atual tem sido apontado por ONGs e pela oposição como corrupto e submisso ao chavismo.

 

*Com AFP

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